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Showing posts from April, 2015

Sobre moedas e a diversidade

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“César cunhou moedas todas idênticas. Mas nosso Deus é um Deus da diversidade. Nosso Deus é um artista. O reino de Deus é um lugar onde as pessoas são únicas, exatamente como nossas impressões digitais. Assim, por exemplo, você olha para a moeda e o "símbolo de César" controla toda a vida, porque tudo na vida é mediado por este símbolo. Mas o reino de Deus que Jesus advogou era muito diferente. Quando Jesus chamou as pessoas, cada um respondeu de uma maneira diferente, dependendo de sua vocação e missão no mundo. Alguns venderam tudo e o seguiram; outros agiram de outras formas. Isso mostra que há espaço para a diversidade no reino em que ele defendeu. Jesus nos deixou pouquíssimas respostas, mas fez muitas, muitíssimas perguntas. Questões que ajudaram pessoas a descobrir seu próprio sentido de direção, sentido de vida e de identidade em Deus. Algumas vezes, o que essas pessoas descobriram as colocou em conflito tanto com o sistema político quanto religioso da Palestrina do …

A inércia dos bons e a perversidade dos maus

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Ontem estava assistindo a um programa de TV que discutia o assunto "redução da maioridade penal". Era em um daqueles canais UHF, que ninguém assiste (infelizmente, bons assuntos quase sempre estão nos canais menos vistos).

Uma jornalista trouxe um dado interessante: no final de 2014, foi feito um referendo no Uruguai, juntamente com a eleição para presidente, sobre a diminuição da maioridade penal. Um detalhe é que o assunto começou a ser discutido no país em 2011 e, naquela época, mais de 70% da população se mostrava a favor de que jovens com 16 anos ou mais fossem julgados e encarcerados como adultos.

Desde então, setores da sociedade, jornais, empresas e indivíduos contra a redução passaram a fazer uma propaganda forte, com passeatas, programas de rádio e TV, matérias em jornais etc., tentando mostrar para a população porque a redução da maioridade penal era ruim e ineficaz.

O resultado é que, 3 anos depois, no final de 2014, pouco mais de 53% dos uruguaios votaram CONTRA a …

Toma que o filho é teu - ou eu boto ele na cadeia

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Antes sempre se ouvia nos jornais, ou por aí, pessoas dizendo: "estamos perdendo nossos filhos ou nossas crianças para as drogas, para o crime", etc.

Hoje em dia já não se ouve mais isto. O que se ouve é "temos que baixar a idade de condenação para colocar esses vagabundos na cadeia".


O que será que mudou? Será que estas "crianças" e "filhos" que antes eram nossos, agora não são mais? Será que agora justifica mandarmos "nossos filhos" para a cadeia, e quem sabe, num futuro próximo, para morrerem em cadeiras elétricas, fuzilamentos e câmaras de gás?

Ou será que, na verdade, essas crianças e filhos, que antes a sociedade chamava de "nossos", e que os apresentadores de jornal diziam que precisávamos tirá-los das ruas, dar educação, nunca foram mesmo "nossos filhos", mas sempre foram filhos do outro: da favela, dos pretos, das empregadas, dos trabalhadores, dos mendigos?

Parece que hoje a sociedade, cada vez mais embrutecid…