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Showing posts from 2015

Deixem minha etnia em paz!

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Quando personagens históricos ou fictícios são representados por etnias diferentes das reais ou daquelas idealizadas por seus criadores, não há problema, A MENOS QUE A NOVA ETNIA SEJA NEGRA. Aí, filho, senta que lá vem choro, esperneio, tiro-porrada-e-bomba, o ki-suco ferve e todos são convidados a se retirar, pelo bem da boa aparência. E com o mundo dos quadrinhos não é diferente... 

Quando a negra passa e a gente nem percebe

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Hoje pelo Facebook, pude ver um vídeo sobre os 100 anos de cortes de cabelo masculinos dos EUA, do canal WatchCut no Youtube.

Daí, fui dar uma olhada no canal, e vi que eles fazem retrospectiva de vários países e vários tipos de pessoas, seja fazendo penteados em modelos, seja através de pesquisa de imagens.

Encontrei um vídeo que compara os cortes de cabelos de brancas e negras. Achei bem legal, porém, fiquei meio puto ao perceber que muita coisa das negras eu perdi, eu não lembrava e sequer havia percebido. Quando chega aos anos 2000s, fiquei espantado, porque vi um penteado de tranças muito usado por protagonistas de sitcom, mas que eu nunca enxerguei como um estilo de cabelo negro. Simplesmente era um estilo de cabelo daqueles personagens.

Posso estar caçando pelo em ovo, como dizem, mas eu fiquei meio chateado em descobrir que eu conheço muitos cortes de cabelos de brancas, mas não conheço muito, ou nunca havia percebido, cortes de cabelo de negras. Eu acho que isso acontece porq…

A HIPOCRISIA DE QUEM NÃO SE ACHA HIPÓCRITA

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O texto a seguir seria uma resposta a uma discussão de Facebook.

As pessoas criticavam evangélicos que fizeram um abaixo-assinado pedindo que Cunha saísse da presidência da Câmara. O motivo da revolta dos seguidores da página no Facebook é que "os evangélicos são todos hipócritas, que mandaram seus fiéis votarem no Eduardo Cunha, e agora pediam sua saída".

E eu iria dizer que evangélicos não são todos iguais, de uma forma bem explicativa. Todavia percebi que estaria atirando pérolas aos porcos. Não porque eu sou melhor do que eles, ou porque ache que são "indignos" de ler o que escrevo. Simplesmente porque eles, ali, não estão interessados em ler o que eu tenho para falar. Leriam as três primeiras linhas, talvez menos, e simplesmente me chamariam de crente hipócrita, bitolado, etc.

Daí eu lembrei que eu tenho um blog e que eu poderia, em vez de gerar conteúdo para o condomínio fechado do Mark Zuckerberg (fica aqui meu pequeno protesto contra as redes sociais de fo…

O povo é o negro do mundo

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Sei que tem algums parcos (eu disse "parcos", não porcos) políticos que PARECEM estar tentando fazer a coisa certa, mas eu ainda não consigo ver o político, de forma geral, sem desconfiança. Pra mim, o político sempre será como o homem em relação às mulheres: se ela estiver andando sozinha na rua, e tiver um cara perseguindo ela, só pode significar problema até que se prove o contrário.
Da mesma forma, quando um político faz algo bom, eu já espero a cobrança lá na frente, pois eles nunca dão ponto sem nó.
Na minha visão, em relação ao político, o povo é a minoria, da mesma forma que negros e mestiços constituem uma minoria em relação ao branco, mesmo sendo maioria numérica.

ECCLESIA REFORMATA ET SEMPER REFORMANDA EST!

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Estou num corre muito foda, e deixei passar muita coisa estas semanas Deixei passar o acontecimento da menina Kaylane, que, quando voltava do culto do candomblé, foi apedrejada, junto com outras pessoas, e levou três pontos. Segundo ela, as pessoas eram religiosas (cristãs - talvez protestantes), pois gritavam, com a Bíblia em riste, palavras religiosas como "vocês são demônios" e "Jesus está voltando". Tem um anexo aqui que fala sobre o caso, e sobre o desdobramento dele. Mas eu pensei em escrever algumas linhas porque estes dias tenho visto o ódio e a intolerância contra o diferente crescendo a cada dia. Todavia, também tenho visto muitos cristãos se posicionando contra a violência e contra toda intolerância. Na Parada do Orgulho LGBT, tivemos alguns irmãos empunhando faixas que diziam, entre outras mensagens, que Jesus Cura a Homofobia. Esta semana, como podem ver no artigo aqui embaixo, padres e outras lideranças cristãs receberam a menina Kaylane para um café …

Pequenas Alegrias do Dia-a-Dia - DIA 01

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18 DE MAIO, 2015

Nem sei se vou continuar escrevendo esta série depois de hoje.

Desprender-se é uma parte muito difícil da vida da gente, principalmente quando passamos por relacionamentos duradouros.

Devo confessar que, profissionalmente, estou saindo do relacionamento mais longo que já tive. Foram 5 anos e 8 meses (sem contar meus trampos freela de tradução, mas este é um relacionamento bandido, cheio de idas e vindas, rs).

Claro que nem todos os dias foram alegres. Nem todos os dias eu queria me apresentar para este compromisso. Havia dias em que eu queria simplesmente sumir.

Nem tudo é perfeito.

Havia dias em que eu só queria estar em outros lugares.

Havia dias em que eu flertava com outras oportunidades, que eu até cheguei a sair com "outros", rs.
O bem da verdade é que às vezes, nestes relacionamentos, nos sentimos meio usados.

Mas a verdade é que esta série de postagens – assim espero que seja: um post de muitos futuros – não é pra falar em um passado de uma semana, …

Sobre moedas e a diversidade

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“César cunhou moedas todas idênticas. Mas nosso Deus é um Deus da diversidade. Nosso Deus é um artista. O reino de Deus é um lugar onde as pessoas são únicas, exatamente como nossas impressões digitais. Assim, por exemplo, você olha para a moeda e o "símbolo de César" controla toda a vida, porque tudo na vida é mediado por este símbolo. Mas o reino de Deus que Jesus advogou era muito diferente. Quando Jesus chamou as pessoas, cada um respondeu de uma maneira diferente, dependendo de sua vocação e missão no mundo. Alguns venderam tudo e o seguiram; outros agiram de outras formas. Isso mostra que há espaço para a diversidade no reino em que ele defendeu. Jesus nos deixou pouquíssimas respostas, mas fez muitas, muitíssimas perguntas. Questões que ajudaram pessoas a descobrir seu próprio sentido de direção, sentido de vida e de identidade em Deus. Algumas vezes, o que essas pessoas descobriram as colocou em conflito tanto com o sistema político quanto religioso da Palestrina do …

A inércia dos bons e a perversidade dos maus

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Ontem estava assistindo a um programa de TV que discutia o assunto "redução da maioridade penal". Era em um daqueles canais UHF, que ninguém assiste (infelizmente, bons assuntos quase sempre estão nos canais menos vistos).

Uma jornalista trouxe um dado interessante: no final de 2014, foi feito um referendo no Uruguai, juntamente com a eleição para presidente, sobre a diminuição da maioridade penal. Um detalhe é que o assunto começou a ser discutido no país em 2011 e, naquela época, mais de 70% da população se mostrava a favor de que jovens com 16 anos ou mais fossem julgados e encarcerados como adultos.

Desde então, setores da sociedade, jornais, empresas e indivíduos contra a redução passaram a fazer uma propaganda forte, com passeatas, programas de rádio e TV, matérias em jornais etc., tentando mostrar para a população porque a redução da maioridade penal era ruim e ineficaz.

O resultado é que, 3 anos depois, no final de 2014, pouco mais de 53% dos uruguaios votaram CONTRA a …

Toma que o filho é teu - ou eu boto ele na cadeia

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Antes sempre se ouvia nos jornais, ou por aí, pessoas dizendo: "estamos perdendo nossos filhos ou nossas crianças para as drogas, para o crime", etc.

Hoje em dia já não se ouve mais isto. O que se ouve é "temos que baixar a idade de condenação para colocar esses vagabundos na cadeia".


O que será que mudou? Será que estas "crianças" e "filhos" que antes eram nossos, agora não são mais? Será que agora justifica mandarmos "nossos filhos" para a cadeia, e quem sabe, num futuro próximo, para morrerem em cadeiras elétricas, fuzilamentos e câmaras de gás?

Ou será que, na verdade, essas crianças e filhos, que antes a sociedade chamava de "nossos", e que os apresentadores de jornal diziam que precisávamos tirá-los das ruas, dar educação, nunca foram mesmo "nossos filhos", mas sempre foram filhos do outro: da favela, dos pretos, das empregadas, dos trabalhadores, dos mendigos?

Parece que hoje a sociedade, cada vez mais embrutecid…