Portas largas e estreitas

Estava agora mesmo lendo Mateus 7, versos 13 e 14, e decidi dar uma avaliada em tudo o que estou vivendo, e o que as pessoas ao meu redor vivem: será que hoje em dia, o texto ainda faz sentido e encontra algum eco em nossas vidas. Se sim, o que seriam essas portas estreitas ou largas? Será que isso tem a ver com questões morais, comportamentais, com ambas ou nenhuma dessas questões?

Às vezes acho o mundo bem complicado, e ele se complica a cada segundo que passa. As pessoas estão cada vez mais preocupadas em satisfazer a si mesmas. Isso não seria um problema se a satisfação pessoal não dependesse da desgraça dos outros.

Estes dias ouvi alguém dizer que, em um grupo, os pensamentos são como energia: ou sintonizam-se os pensamentos com os pensamentos do grupo, ou seus pensamentos são repelidos, isolando-se. Hoje, temos diversas energias, ondas que vagam pelo mundo. Será que devemos nos alinhar às ondas da maioria, ou isolarmo-nos de tais emissões?

Ser cristão hoje é muito melhor em muitos aspectos, porém sinto que se perde, em certo momento, a noção filosófica que permeia o cristianismo, a morte do corpo em favor da comunidade, dos desfavorecidos, do planeta. O pior de tudo é que estamos perdendo a conexão com tais princípios justamente em um momento em que se necessita tanto de tudo isto: amor ao próximo, cuidado com o meio ambiente, etc.

Será que existe um meio termo entre se integrar de corpo e alma ao pensamento comum e viver como um monge eremita, afastado da sociedade?

Pense nisso...
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