Direito de ir e vir… por onde eu quiser

Rainy Streets

Acabei de ler um artigo do site Copenhagenize.com (Is Urban Mobility a Human Right? – Mobilidade urbana é um direito humano?) e comecei a pensar em certos aspectos do ser humano e da vida, principalmente no que diz respeito ao trânsito e á mobilidade nas grandes cidades.

Hoje, mais do que nunca, os meios de transporte motorizados tem desempenhado um papel muito importante em nossa sociedade. Utilizamos veículos para nos locomover para qualquer lugar, a qualquer hora em em qualquer distância. Não importa se é do outro lado do país ou na esquina de casa, o carro (e a moto, o ônibus, etc.) está sempre nos levando. Parece mesmo é que nascemos ligados a estas máquinas. E é aí que quero chegar.

Cada vez mais veículos tomam as ruas da cidade, e cada vez mais perdemos a noção de que o carro é uma criação nossa. Cada dia que passa, arimos cada vez mais concessões para os automóveis nas ruas das grandes e pequenas cidades. Nessa nova conjuntura, esquecemos como caminhar. Não nos importamos mais de ir de um ponto a outro apenas usando nossa força, nossas pernas, a energia acumulada em nosso corpo sedentário. Além disso estamos, aos poucos, tirando de nós mesmos o direito de caminhar, andar pelas ruas, avenidas, parques, etc.

Os caminhos, que antes eram espaços destinados a todos, agora são locais exclusivos para carros. Os motoristas, que antes necessitavam de habilitação para andar com seus carros entre as pessoas, agora tomam conta das ruas, e o os pedestres é que pedem licença para transitar entre os veículos, para atravessar suas ruas, para, enfim, poderem usufruir do seu direito de ir e vir.

É claro que não quero aqui dizer que temos que voltar aos anos 20 ou 30, mas devemos encontrar um equilíbrio entre os pedrestres. Se continuar como está, a situação ficará cada vez mais insustentável. Temos que pensar as cidades de modo a acomodar, de forma organizada, tanto carros como pedestres, dando prioridade, talvez, àquilo que é mais comum a todos os seres humanos.

Afinal de contas, ninguém aqui nasceu com um motor, ou com uma roda nos pés, porém todos nós viemos a este mundo preparados para caminhar, e se não podemos mais fazer isso sem ter que nos preocupar com placas, faixas, acidentes, mortes, etc., algo está muito errado.

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