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Showing posts from May, 2010

São Paulo e o relevo – os desafios da bicicleta como meio de transporte (ou “Por que Copenhague me deixa angustiado”)

Leio diversos sites sobre ciclismo, cicloativismo, transporte alternativo, etc. Gosto de pedalar, e gosto de ler sobre pedalar. Gosto de saber o que estão fazendo em prol da mobilidade alternativa. Enfim, procuro ser um cara que tenta melhorar o dia-a-dia aqui na cidade. Gosto de São Paulo e, acima de tudo, acho que todo mundo tem o direito de viver bem onde nasceu, independentemente de onde seja. Nestes sites e blogs sobre cicloativismo, sempre encontramos boas dicas de como andar nas ruas dos grandes centros urbanos de bicicleta, reflexões sobre a situação das cidades, protestos, etc. Há também exemplos de outras cidades do mundo que se deram em com as bikes. Temos exemplos em quase todos os continentes, inclusive aqui na América do Sul, o que nos faz enxergar o ciclismo como opção de transporte algo possível até mesmo aqui pro lado debaixo da linha do Equador. Contudo, são entre estes exemplos que residem tanto a minha alegria como a minha angústia. Por que angúsita? Porque dentre…
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A menina que não faz idéia do quanto é bonita.

O mendigo de capa de chuva amarela e chapéu de palha, atravessando a rua na frente do ônibus que vai para o centro da cidade.

O vento na saia quando o trem do metrô se aproxima.

A risada do grupo de mulheres na Avenida Paulista que voltam juntas do trabalho.

A trilha sonora particular do rapaz usando fones de ouvido.

A senhora gorda que se apóia na janela do ônibus segurando três sacolas.

O cheiro de frango assado da padaria.

O céu azul no Parque Ibirapuera.

Os filmes italianos em preto e branco.

O rock’n’roll.

A calçada irregular e os pedaços de mato sem nome que nascem em cada rachadura da periferia.

A Pinacoteca.

O colorido dos grafiteiros.

A pressa.

O casal gay de mãos dadas no Belas-Artes.

O senhor de idade que sai pra balada todo fim de semana.

A fumaça dos cigarros.

As buzinas.

O bêbado xingando o companheiro na porta do boteco.

O chão do bar grudento de cerveja.

Os sonhos da criança de rua que pede no farol.

O motoboy que quebra o retrovisor do carro …

Carros demais

Sei que corro o risco de ser processado por uso indevido de material protegido por direitos autorais, e sei que o veículo que o publica pouco se importa com a função social que lhe cabe, senão o lucro.

Mas vou reproduzir aqui, na íntegra, o texto de Ruy de Castro que saiu na Folha de S. Paulo de hoje.

"RUY CASTRO

Carros demais
RIO DE JANEIRO - Há medidas ousadas no ar. No Rio, o prefeito Eduardo Paes quer fechar ao trânsito a avenida Rio Branco e transformá-la num boulevard para pedestres. Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab quer pôr abaixo o Minhocão e revitalizar a enorme área degradada pelo viaduto.
As propostas alvejam o pior inimigo do homem e das cidades modernas: o carro. A ideia é tirar o maior número de veículos das ruas, deixando-as para o cidadão e para os veículos que precisam circular, como táxis, ônibus, ambulâncias e caminhões de serviço. Supõe-se que, para complementar as medidas, os prefeitos criarão faixas exclusivas, abrirão mergulhões e incrementarão o trans…

Novos velhos problemas

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Ao ler as revistas Veja Online, pude constatar novamente como o descaso de certa geração reflete na vida de gerações futuras.Muitas das matérias de 30 ou 40 anos atrás alertam para os problemas que vivemos hoje. Por que nossos pais e avós não fizeram nada para impedir as catástrofes? Por que não tomaram medidas para suavizar os problemas das grandes cidades? Será que não nos amavam o bastante?Além de questionar aos pais e aos avós das gerações passadas, também indaguei a mim mesmo e à nossa geração. Por que não fazemos nada para reverter as catástrofes? Por que não tomamos medidas para suavizar, ou resolver, os problemas nas grandes cidades? Será que não amamos o bastante nossos filhos e netos?

Direito de ir e vir… por onde eu quiser

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Acabei de ler um artigo do site Copenhagenize.com (Is Urban Mobility a Human Right? – Mobilidade urbana é um direito humano?) e comecei a pensar em certos aspectos do ser humano e da vida, principalmente no que diz respeito ao trânsito e á mobilidade nas grandes cidades.Hoje, mais do que nunca, os meios de transporte motorizados tem desempenhado um papel muito importante em nossa sociedade. Utilizamos veículos para nos locomover para qualquer lugar, a qualquer hora em em qualquer distância. Não importa se é do outro lado do país ou na esquina de casa, o carro (e a moto, o ônibus, etc.) está sempre nos levando. Parece mesmo é que nascemos ligados a estas máquinas. E é aí que quero chegar.Cada vez mais veículos tomam as ruas da cidade, e cada vez mais perdemos a noção de que o carro é uma criação nossa. Cada dia que passa, arimos cada vez mais concessões para os automóveis nas ruas das grandes e pequenas cidades. Nessa nova conjuntura, esquecemos como caminhar. Não nos importamos mais d…

é possível viver em meio a Sociedade sem depender do GOVERNO?!

Na teoria, sim, seria possível que uma sociedade vivesse sem Governo, sem autoridades que comandem e determinem o que cada ser humano deveria fazer. Porém, esse tipo de organização só poderia existir se houvesse uma colaboração de todos dentro de tal sociedade, gerando respeito mútuo aos direitos e deveres do próximo. É por isso que acredito que uma sociedade sem Governo é impossível de se conseguir na prática, pois o ser humano é destrutivo e sempre busca o interesse próprio (eu inclusive, na maioria das vezes). Esse anarquismo total (fim total de Governos), do ponto de vista do cristianismo, só poderia ser conseguido se cada ser humano conseguisse seguir o que Cristo disse, e o que ecoou no coração de muitos profetas das demais religiões e credos, inclusive (por incrível que possa parecer para muitos) do desejo de justiça e solidariedade que brota até mesmo no coração de ateus.Perguntaí

O que te levou a ser tradutor? Quais os pontos fortes e fracos dessa profissão? E o que tem de mais interessante em ser tradutor?

O que me levou a ser tradutor foi uma série de eventos que culminaram no desejo de trabalhar com esta incrível arte, ainda que menosprezada e desvalorizada. Há 9 anos, ajudei minha esposa (na época minha namorada) a traduzir um manual. Foi aí que tomei gosto pela coisa.

Sobre os pontos fortes? Bom, estar em contato constante com diversas culturas, ter de pesquisar, não só termos, mas também os motivos intrínsecos pelos quais os termos são escolhidos neste ou naquele contexto, são alguns dos pontos fortes em traduzir. Os pontos fracos? Entre muitos deles está a desvalorização da profissão, afinal, qualquer zé-da-esquina que tenha feito alguns dias de intercâmbio se sente apto a traduzir e interpretar. Além disso, algumas agências acabam fazendo "pregão" com suas atividades, jogando absurdamente o preço das traduções pra baixo. E hoje em dia muitos clientes não querem saber de qualidade, e sim de preço, e acabam escolhendo tais agências que muitas vezes contam com profissionais…