Caminhando e cantando...

Hoje está sendo um dia meio-parado. Por enquanto, nada de trabalho. Isso poderia ser muito bom, caso eu ganhasse um salário fixo, mas no meu caso não é muito bom, uma vez que ganho por produção. Entretanto, nem tudo está perdido: vou aproveitar o ócio para escrever algumas linhas sobre tudo, ou nada, ou sobre sei lá o quê... Tenho andado bastante ultimamente, caminhando pelas ruas da Cidade. Como estou trabalhando no Centro de São Paulo com horário fixo (tá, nem é tão fixo assim), estou conseguindo colocar um pouco de ordem na minha vidinha. Como os ônibus de São Paulo, assim como todo o tráfego da cidade, estão um caos. com gente saindo pelo ladrão, resolvi inovar regredindo tecnologicamente: tenho feito o percurso casa-serviço-casa à pé. É um percurso de mais ou menos 1 hora e 40 minutos (1:40 ida + 1:40 volta). "Uma hora é quanrenta? Você é maluco!", muitos poderiam dizer, e devem estar dizendo neste momento. Mas o fato é que, depois de tantas invenções, o homem esqueceu que tem perna, músculos e fôlego. Eu simplesmente resolvi tomar de volta aquilo que me pertence, a liberdade de andar sem ser esmagado por pessoas ou massacrados por outros carros nas avenidas. Além disso, milhares (para não dizer "milhões") ficam duas, três, quatro horas ou mais dentro de uma academia, pagando por aquilo que poderíam fazer se fossem menos dependentes da tecnologia. Quero deixar bem claro aqui que não tenho nada a ver com essas pessoas que não gostam da tecnologia. Pelo contrário: gosto de todas as novidades tecnológicas, sejam na área da informática ou em outros campos. Porém eu tenho tentado fazer o "uso consciente" da tecnologia, colocando cada coisa no seu devido lugar. Quantas vezes as pessoas passam horas, como já disse, em uma academia, andando em uma esteira, enquanto poderiam estar caminhando livremente pelas ruas? Pois eu decidi caminhar. Além de ser um bom execício, você aproveita para ver pessoas, "re-conhecer a cidade", além de ser um ótimo memento para refletir na vida.
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