Estava lendo mensagens no Orkut, quando corri os olhos por uma postagem que falava sobre a condição da igreja, principalmente a evangélica, no Brasil. Esta postagem terminava com parte da letra de uma música com temática cristã muito conhecida dos cristãos do início da década de 90:

"AONDE ESTÁ A HONRA DOS ORGULHOSOS? A SABEDORIA MORA COM GENTE HUMILDE. LIBERDADE."

Esta palavras me fizeram lembrar de um tempo em que ser cristão e evangélico era ser humilde e perseguido, era ser servo de Deus, mas mesmo assim era um motivo de orgulho. Como faz tempo, tudo isso...

Hoje tenho vergonha de dizer que sou evangélico. Hoje simplesmente me denomino "cristão", e tento fugir de tudo aquilo que faça com que me liguem a termos como "evangélico", "crente", "pentecostal", etc.

Isso porque a igreja evangélica brasileira hoje não passa de um monstro que perdeu sua identidade. E esse monstro faz com que o Evangelho de Cristo seja visto como um método mercadológico para que espertos e aproveitadores enriqueçam.

É nestes tempos em que vivemos que me lembro de outra música, também daquela época, escrita por alguém que já foi exemplo para mim, mas que hoje não passa de um fraudador que deixou há muito tempo de servir a causa de Cristo, servindo aos seus interesses mesquinhos (oro para que ele se arrependa e consiga enxergar o buraco para o qual está indo e arrastando suas ovelhas):

"Cura, Senhor, a nossa nação; Terra sofrida, seca e assolada. Cura , Senhor, a nossa nação; Estenda Tua mão..."

É desta forma que estou orando ultimamente.

A igreja institucional brasileira se tornou uma terra seca e sedenta de amor, e que não sabe mais como voltar à fonte; tornou-se um ser disforme e sem identidade: é preciso que o Senhor venha dos altos céus e cure este povo doente. Porém, Deus só pode curar a nossa terra e o nosso povo se nos humilharmos, se deixarmos de sermos mesquinhos e interesseiros. Se pararmos de ver Deus como um gênio da lâmpada, que nos concede desejos sempre que esfregamos as páginas da Bíblia e recitamos a palavra mágica ("em nome de Jesus..."). Temos que voltar a ver Deus como soberano, e não como um investimento. Deus deve ser Fonte de Vida, e não fonte de renda.

Que a igreja brasileira possa se entregar novamente nas mãos de Jesus, e deixar que o Pastor a guie até os pastos verdejantes. Que possamos profetizar de verdade, não mansões, carros e fortunas, mas um futuro em que a nossa igreja volte a ser um pronto-socorro, deixando de ser um covil e um antro de ladrões e prostitutas que se vendem por concessões de televisão e cargos públicos.

(Vontade de chorar...)

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