Somente o necessário...

Hoje acordei em um dia atípico: atípico porque pela primeira vez em meses tenho um domingo que não preciso acordar trabalhando (embora esteja pensando no trabalho...). Há muito tempo o meu fim de semana tem sido uma correria tremenda, trabalhando que nem um louco, sem ter tempo pra pensar em nada, na vida, na minha saúde, em nada; eu simplesmente sento em frente ao PC, provavelmente com um manual técnico escrito em língua anglo-americana, e começo a passá-lo para o luso-latim "corrompido" (graças a Deus) das, como diz Paulo Brabo, Índias Ocidentais. Sem tempo, acabo esquecendo que sou gente. Sinto-me como uma máquina: todos estão passando à minha volta, mas a ninguém percebo; contínuo num avanço intrépido para lugar algum... Hoje, que posso parar um pouco (sim, um pouco porque à noite já tenho trabalho - que poderia estar fazendo agora, mas resolvi dar um tempo pra mim), vejo o quanto estou correndo e me desgastando. Na verdade, tenho percebido isso há muito tempo, mas sem poder refletir. Será que eu tenho que correr tanto assim? Será que a vida tem que ser essa loucura? Eu acho que não. Em meu discursos, seja num sermão dominical ou numa conversa com a Sandra, sempre digo que temos que adaptar os nosso bens ao nosso dinheiro, adquirindo um padrão de vida de acordo com os ganhos, e não o contrário. Porém, às vezes me pego fazendo o contrário, entrando no "esquemão" da vida: tentando ganhar cada vez mais para satisfazer os meus gostos. Isso leva o ser humano à bola de neve do "quanto mais se tem, mais se quer". Tenho que me policiar se quizer chegar aos 40 com menos frustrações do que as pessoas normalmente têm. Não posso exigir muito de mim ou da vida. Como dizia o Balú do Mogli: "Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais..."
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