voto nulo como descargo de consiência

muito se tem falado sobre o voto nulo como ferramenta de “descargo de consciência”: vota-se nulo para não sentir a culpa de ter eleito um ladrão. contudo, mesmo se abstendo de escolher alguém, sofre-se da mesma forma; se a consciência está livre de um peso, a tonelada sobre os nossos ombros e as chicotadas “no lombo” ainda perduram, não importa se você elegeu ou não o presidente.

creio que aquele que vota nulo dessa forma, para não ser culpado, em primeira instância, é muito útil, pois aumenta a massa de votos nulos no total de votos das eleições. porém, isso nada o diferencia daquele que vota em branco, pois acaba jogando seu voto no lixo da mesma forma, omitindo-se do seu dever como cidadão.

A opção “nulo”, a meu ver, é como se fosse um candidato. é a “lacuna vazia” pertencente ao meu candidato que, por algum motivo, não pôde participar das eleições. é muito mais do que um “lavo minhas mãos”, pois lavar as mãos é cômodo. É tentar, por meio de um direito adquirido, aliás creio que o único direito no que se refere à votação, pois todo o resto nos é imposto, dar o seu recado, mostrar a sua indignação.

Espero que aqueles que votam nulo apenas para “tirar o peso da consciência” estejam dispostos a trabalhar num futuro caso as coisas mudem. Pois o meu medo é que esses eleitores “pôncio pilatos” não estejam interessados em mudar, mas apenas em não ter que assumir as responsabilidades.

omissão não. consciência, acima de tudo.

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