18 março 2017

"PAU QUE NASCE TORTO" ou "QUEM NUNCA FOI DE TRABALHAR NÃO VAI COMEÇAR DO DIA PRA NOITE"

Êta, João TRABAIADÔ!



Na época, o "pobre" tinha só 34 aninhos. Imagina hoje, com todo o know-how, como é que não deve de tá...

Eu achei a matéria a seguir num FB que direcionava pro site "Amigos do Lula".

Como o nome do Lula tá mais sujo que pau de galinheiro, e só os amigos dele acreditam nele, mesmo, resolvi dar uma pesquisada por conta própria. E eu achei algo...


A transcrição a seguir é de um artigo do "JORNAL DO BRASIL", publicado dia " 21/02/91 (quinta-feira), no "1º Caderno", Página 4 (2ª. edição) e fala sobre algumas irregularidades apontadas pelo TCU na Embratur que podiam figurar o uso de Caixa 2 ("MEU DEUS, CAIXA 2 EM 1991! - SÓ PODE SER COISA DO LULA!!!!" - não, péra...) e que a ex-diretoria e o ex-presidente (aka "João Trabalhador" ou "Dória Aventureiro") da Embratur teriam que devolver aos cofres públicos.

É claro que, se ele fez isso no passado, não quer dizer que venha a fazer de novo. Contudo, se tem uma coisa que a gente sabe que rico gosta é de DINHEIRO, e esse papo de "sou rico, por isso não preciso roubar" é a maior mentira do mundo, porque se fosse assim, não sairiam por aí dizendo que o senhor Maluf roubou - nem vou afirmar nada, afinal, "não tem provas", né, rsrsrsrs.

Será que ele estaria fazendo seu "pé-de-meia 2" de novo com este monte de parceria corporativa? Não sei. Mas com certeza é uma história que não combina bem com a história de honestidade que o seu Jão gosta de soprar nos quatro cantos do planeta sobre si.

Bom, sem mais delongas, com vocês, Cleber Praxedes, que foi quem escreveu a matéria. eu só dei uma atualizada pro português da "Nova Reforma Ortográfica" (que maravilha...).

Ah, o jornal pode ser acessado no link a seguir:

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EX-DIRETORIA DA EMBRATUR TERÁ QUE DEVOLVER Cz$ 6,5 MILHÕES
(Cleber Praxedes)

BRASÍLIA — O ex-presidente da Embratur, João Dória Júnior, e toda a ex-diretoria da empresa durante sua gestão foram intimados ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a recolherem aos cofres públicos 6 milhões 569 mil cruzados, atualizados em valor de hoje, desviados irregularmente no período de 1987 a 1988. Dória, além disso, será ouvido pelo tribunal por outra irregularidade: em 1988, conseguiu financiamento externo junto à Comunidade Econômica Europeia (CEE) não contabilizado pela empresa e administrado por pessoas ligadas diretamente a ele, inclusive, parentes.

Pela inspeção extraordinária realizada pelos técnicos do TCU, este empréstimo conseguido junto à CEE, segundo informou um assessor da presidência do TCU, parece ter sido utilizado como caixa dois. “Como não foi contabilizado, o financiamento dá muita margem a desvios”, explicou o assessor da presidência do TCU.

Desvios — Ao realizar a inspeção extraordinária na Embratur, os técnicos levantaram outras três irregularidades praticadas pela diretoria da empresa em 1987 e 1988. O ex-presidente João Dória Junior junto com os diretores Antônio Eduardo Colturato, José Eduardo Medeiros Vaz e James Membribes Rúbio Júnior cometeram várias irregularidades em 1987, na contratação de mão-de-obra indireta, nas campanhas promocionais, no contrato da empresa com a Procon Informática Ltda. (fornecimento de equipamentos), além de mordomias custeadas por entidades privadas. Com essas irregularidades, a diretoria desviou Cz$ 3 milhões e 736 mil, verba que terá que ser ressarcida à União.

A outra irregularidade foi praticada, segundo o TCU, somente pelo ex-presidente João Dória, na contratação da empresa Foco — Feiras. Exposições e Congressos Ltda. Esse contrato de exposição e congressos foi feito sem qualquer controle da verba aplicada. Por esse contrato irregular, Dória terá que devolver aos cofres públicos Cz$ 2 milhões 954 mil, utilizados em 1988.

Também o ex-diretor e presidente da empresa Ricardo Mesquita foi apontado como responsável sozinho por outra irregularidade. Ele liberou, sem qualquer explicação, o acordo judicial que a Embratur tinha com a Foco, apesar do litígio existente na época. Com a liberação do acordo, a Embratur perdeu Cz$ 79 mil, que terão que ser devolvidos à União, conforme determinação do TCU.


Ao saber das acusações do TCU, o empresário João Dória Júnior defendeu-se dizendo que o contrato com a Comunidade Econômica Europeia não permitia desavio de recurso. “Os processos eram administrados pela própria Comunidade Econômica Europeia que, como agente de desenvolvimento, aplica recursos no apoio a países do Terceiro Mundo. No caso do turismo, esses valores eram obrigatoriamente manuseados e pagos diretamente pela CEE. Ou seja, os recursos aplicados partiram da CEE e foram por ela pagos. Coube à Embratur avaliar as proposições apresentadas e julgar aquelas que, na promoção turística do Brasil na Europa, eram tecnicamente aconselháveis”, disse o ex-presidente da Embratur.
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