14 abril 2016

Nada é tão novo, nada é tão velho...


Às vezes me pego pensando em meus parentes mais velhos, e percebo como que, para eles, é difícil admitir não saber algo, que o conhecimento deles, muitas vezes baseado no "boca-a-boca", não passa disso: informação passada de um para o outro, sem o menor valor prático ou o menor apoio na realidade. São remédios, medos, práticas e outros totalmente alheios aos fatos, mas que eles muitas vezes nos contam como se fosse a verdade.


Longe de mim invalidar o conhecimento dos seres humanos mais velhos de nosso convívio, mas muitas vezes, a verdade é que nosso grupo, nosso povo, nossa família, nossa nação têm muito para ensinar, mas também têm muito a aprender, e que hoje, sabendo usar as ferramentas que temos, conseguimos aprender com outros grupos, outros povos e outras culturas e, muitas vezes, o que apendemos fora da nossa "casa" contradiz totalmente os ensinamentos das pessoas mais experientes e mais próximas a nós, fazendo mais sentido prático do que aquilo que muitas vezes temos como “costume” ou “tradição”. E muitas vezes percebo também que estou entrando nessa, que tento manter algumas informações e valores que não fazem o menor sentido, mas que são muito confortáveis para mim.


Que eu e meus contemporâneos possamos perceber que nem tudo que sabemos é verdade, que nem tudo aquilo que nos foi ensinado como verdades universais por nossos antepassados é uma lei, e que há muito a aprender aí fora. Que possamos enxergar também que, independentemente do que falarmos, nossos filhos e netos estão expostos a uma avalanche de informações, muitas boas, outras nem tanto, e que se não jogam na nossa cara que nosso conhecimento está obsoleto é por respeito e não por submissão (talvez os mais velhos do que nós já tenham percebido isso - embora alguns relutem em aceitar).
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