28 janeiro 2010

Que mentira!



Uma pessoa comum mente 4 vezes ao dia, e 1460 vezes ao ano. Aos seis anos, uma pessoa já mentiu cerca de 88 mil vezes.



A mentira mais comum é
"Tá tudo bem comigo".


18 janeiro 2010

Deus odeia o Haiti?


por Albert Mohlerpor Albert Mohler

As imagens transmitidas do Haiti parecem cenas de Inferno de Dante. A escala de calamidade é sem precedentes. Em muitos sentidos, o Haiti quase deixou de existir.

O terremoto que mudará para sempre esta nação aconteceu quando placas subterrâneas moveram-se aproximadamente seis milhas abaixo da superfície da terra, ao longo de uma falha geológica que ameaça causar problemas há séculos. Mas ninguém viu um terremoto desta magnitude vindo. O tremor escala 7.0 chegou como um pesadelo, com a cidade de Porto Príncipe destruída, vilas inteiras entrando em colapso, corpos voando pelo ar e sendo esmagados sob montanhas de destroços. Orfanatos, igrejas, mercados, casas, e prédios governamentais, todos destruídos. O governo civil deixou virtualmente de funcionar. Sem energia, as comunicações foram cortadas e os esforços de resgate estão seriamente limitados. Corpos são empilhados, a esperança desaparece e a ajuda, embora a caminho, não chegará a tempo para muitas vítimas.

Mesmo enquanto os pés estão finalmente pisando o solo e os esforços de resgate chegam à ilha, as estimativas de vítimas preveem algo tão alto quanto 500 mil. Dados o terreno montanhoso e as vilas densamente populosas que se localizavam ao longo da falha, vilas inteiras podem ter desaparecido. A nação mais pobre do Hemisfério Ocidental experimenta uma catástrofe que parece quase apocalíptica.

Na verdade, não é difícil descrever o terremoto como um desastre de proporções bíblicas. Certamente, é como se a ira de Deus tivesse descido sobre a nação caribenha. Adicione a isso o fato do Haiti ser bem conhecido por sua história de sincretismo religioso – misturando elementos de várias crenças, incluindo práticas ocultas. A nação é conhecida pelo vodu, feitiçaria e uma tradição católica que foi imensamente influenciada pelo ocultismo.

Sede do governo destruídaSede do governo destruída

A história do Haiti é um catálogo de desastres políticos, um após o outro. Em um relato da luta da nação por independência dos franceses, no século XVIII, é dito que representantes da nação fizeram um pacto com o Diabo para expulsar os colonizadores. De acordo com esse relato, os haitianos consideravam os franceses católicos, e queriam juntar forças com quem quer que se opusesse a eles. Assim, alguns usam essa tradição para explicar tudo que tem marcado a tragédia da história do Haiti – inclusive, agora, o terremoto de 12 de janeiro de 2010.

Deus odeia o Haiti? Essa é a conclusão a que muitos chegam, que aponta o terremoto como um sinal do julgamento direto e observável de Deus.

Deus certamente julga as nações – todas elas – e Deus julgará as nações. Seu julgamento é perfeito e sua justiça é certa. Ele reina sobre todas as nações e sua vontade soberana é demonstrada na ascensão e queda de nações, impérios e pessoas. Toda molécula de matéria obedece a suas ordens, e os terremotos revelam seu domínio – assim como as ondas de socorro e assistência fluindo para o Haiti nesse instante.

Um cristão fiel não aceitaria a afirmação de que Deus é um espectador desses eventos mundiais. A Bíblia claramente afirma o governo soberano de Deus sobre toda sua criação, todo o tempo. Não temos o direito de afirmar que Deus foi surpreendido pelo terremoto no Haiti, ou aceitar que Deus não poderia tê-lo prevenido de acontecer.

O governo de Deus sobre a criação envolve tanto atos diretos quanto indiretos, mas esse governo é constante. O universo, mesmo depois das consequências da Queda, ainda demonstra o caráter de Deus em todas as suas dimensões, objetos e ocorrências. E mais, não temos o direito de afirmar que sabemos porque um desastre como o terremoto no Haiti aconteceu naquele exato local e momento.

A arrogância da presunção humana é real e um perigo presente. Podemos traçar os efeitos de um motorista bêbado até um acidente de carro, mas não podemos traçar os efeitos de vodu em um terremoto – pelo menos, não tão diretamente. Deus julgará o Haiti por sua escuridão espiritual? É claro. O julgamento de Deus é algo que podemos afirmar que entendemos nesse sentido – agora? Não, não nos foi dado esse conhecimento. O próprio Jesus avisou os discípulos sobre esse tipo de presunção.

Uma abertura para o EvangelhoUma abertura para o Evangelho

Por que nenhum terremoto fez tremer a Alemanha nazista? Por que nenhum tsunami afundou os campos de extermínio do Camboja? Por que o furacão Katrina destruiu muito mais igrejas evangélicas que cassinos? Por que tantos ditadores assassinos vivem até a velhice, enquanto muitos missionários morrem jovens?

Deus odeia o Haiti? Deus odeia o pecado, e punirá tanto indivíduos quanto nações pecaminosos. Mas isso significa que cada indivíduo e cada nação serão declarados culpados quando medidos pelo padrão da perfeita justiça de Deus. Deus odeia o pecado, mas se Deus simplesmente odiasse o Haiti, não haveriam missionários lá; não haveriam fundos de ajuda para a nação; não haveriam esforços de resgate – não haveria esperança.

O terremoto no Haiti, como todo outro desastre terreno, nos lembra de que a Criação geme sob o peso do pecado e do julgamento de Deus. Isso é verdade para cada célula de nossos corpos, assim como para a crosta terrestre em cada ponto do globo. O universo inteiro espera a revelação da glória do Senhor vindouro. A Criação clama pela esperança da Nova Criação.

Em outras palavras, o terremoto nos lembra de que o Evangelho de Jesus Cristo é a única mensagem de esperança real. A cruz de Cristo declara que Jesus ama o Haiti – e o povo haitiano é objeto de seu amor. Cristo teria mostrado à nação haitiana seu amor, e compartilhado seu Evangelho. Em meio a essa tragédia inefável, Cristo nos teria animado a ajudar o povo sofredor do Haiti, e a correr para falar ao povo do Haiti sobre seu amor, sua cruz, e a salvação em seu nome somente.

Tudo sobre a tragédia no Haiti aponta para nossa necessidade de redenção. Essa tragédia pode levar a uma nova abertura ao Evangelho entre o povo haitiano. Isto será para a glória de Deus. Enquanto isso, o povo de Cristo deve fazer o que for possível para aliviar o sofrimento, tratar os feridos, e confortar os enlutados. Se o povo de Cristo é chamado para fazer isso, como podemos dizer que Deus odeia o Haiti?

Se você tem alguma dúvida sobre isso, pegue sua Bíblia e abra em João 3.16. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.Essa é a mensagem de Deus para o Haiti.
Traduzido por Josaías Jr |


FONTE: Iprodigo via Sola Scriptura

14 janeiro 2010

Pastor americano diz que Haiti paga por pacto com o diabo


O Haiti, arrasado por um terremoto de 7 graus na escala Richter na última terça-feira (12), paga por ter feito um pacto com o diabo há 200 anos. É o que diz Pat Robertson, pastor pentecostal que já foi pré-candidado republicano à Presidência dos Estados Unidos (em 1988) e é muito conhecido entre os norte-americanos por declarações polêmicas em seus programas evangélicos na TV.

Robertson já chegou a dizer que o presidente venezuelano Hugo Chávez deveria ser assassinado, que a doença do ex-primeiro ministro israelense Ariel Sharon era um "castigo divino" e que as feministas ainda iriam queimar os próprios filhos na rua e viver de feitiçaria.

Em todas essas vezes, o pastor foi obviamente condenado pela opinião pública. Agora ele resolveu aparecer novamente de forma vexatória na mídia mundial. Em programa no canal Christian Broadcasting Network, Robertson contou uma história maluca sobre a independência do Haiti, ocorrida em 1791 - depois dos Estados Unidos, o Haiti foi o segundo país das Américas a se declarar independente. Os escravos haitianos, vindos da África e praticantes de vodu, teriam feito um pacto com o demônio para se libertarem da França, segundo o pastor.

"Algo aconteceu há muito tempo no Haiti e as pessoas talvez não queriam falar sobre isso. Eles estavam sob domínio francês, no reinado de Napoleão III, e fizeram um pacto com o diabo. Disseram: 'Vamos servi-lo se nos libertar do Príncipe'. É uma história verdadeira. E o diabo disse: 'Ok, está combinado'. E os franceses foram expulsos. Os haitianos revoltaram-se e conseguiram libertar-se. Mas, desde então, foram amaldiçoados", declarou Robertson. Para ele, com a tragédia, "é hora dos haitianos se curvarem a Deus".

A reação foi imediata. O embaixador do Haiti nos Estados Unidos, Raymond Joseph, disse num programa da rede NBC que Robertson deveria se envergonhar e lembrou que a independência do Haiti encorajou uma série de outros países latino-americanos a fazerem o mesmo, inclusive o Brasil.

Dando uma aula de história ao pastor, Joseph lembrou ainda que os Estados Unidos também se beneficiaram da revolta no Haiti, já que depois desse evento a França cedeu a Louisiana por US$ 15 milhões na época (1803). "Isso equivale a três centavos por acre", disse o embaixador haitiano.

Retirado de Yahoo! Notícias

COMENTÁRIOS: SEM COMENTÁRIOS (pastorzinho de merda, viu...)

13 janeiro 2010

DEUS NÃO LIGA MUITO PARA O QUE ORAMOS

Pensei algo sobre Deus que me tem feito muito bem. Deus não leva muito a sério o que pensamos e dizemos. Não pode. Pensamos e falamos com tanta imprecisão que se o Altíssimo considerasse nossas orações e intenções estaria com sérias dificuldades em sua misericórdia. Seria o colapso da misericórdia divina ou da existência humana.

Na maravilhosa e citadíssima parábola do Filho Pródigo, há essa manifestação da indiferença amorosa de Deus. O filho que abandonou a casa do Pai para prodigalizar seu egoísmo, gastando tudo o que tinha, retorna com um pedido na ponta da língua: Pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teu empregados’. A reação do Pai é uma indicação incontestável de como Deus reage às nossas expectativas e súplicas. Ao tentar dizer o que queria ao Pai, o filho pródigo-culposo teve sua fala pulverizada pela indiferença bondosa do pai: ‘Mas o Pai disse aos servos: Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’

De tanto que ama não dá para levar a sério o que diz o filho. Sua alma culpada e instável torna suas palavras impotentes para comunicar o que realmente precisa.

Outro episódio que sugere com força essa desconsideração divina com nossas orações é o que descreve os conflitos de Jonas. Debatendo-se com a tarefa de profetizar à Nínive, o profeta vai parar no ventre de um grande peixe. De lá clama por livramento. De volta à vida, Jonas prega a condenação da cidade que quer ver destruída. Nínive se arrepende de sua maldade e Deus se arrepende de a ter levado a sério. Não mais será destruída a Nínive detestada pelo profeta. Em crise com a incoerente misericórdia divina, Jonas parece reivindicar que Deus o leve a sério e a sua lógica de justiça. Sua queixa é a de ver um Deus mais bondoso e propenso a perdoar que justo e disposto a punir. Parece não levar tanto a sério a vida incerta da pessoa humana.

Jonas ora de novo. Agora pede a morte. Alguns dias depois de pedir a vida. Quer viver quando suas expectativas ainda podem se cumprir. Quer morrer quando se vê impedido de impor sua lógica ao mundo. Quer viver quando Deus ainda pode ser dobrado à sua teologia. Quer morrer quando sua teologia é relativizada pelo próprio Deus.

Deus relativiza suas compreensões teológicas quando faz a brincadeira da aboboreira. Cresce em um dia para dar conforto, morre no outro para afligir. Do jeito que é a vida. Do que jeito que é a alma humana.

Vejo Deus agachado às angústias de Jonas. Parece convidar Jonas para entender seu coração. ‘Você acha razoável sentir pena de uma planta pela qual nada fez e não entende porque eu sinto pena de cento e vinte mil almas confusas de Nínive?’ Se nem as orações de Jonas e nem seus conceitos teológicos conseguem não ser contraditórios, como poderia Deus levar suas súplicas e teologia muito a sério?

Desconfio que foi por isso que Paulo disse aos Romanos que por não sabermos orar como convém, Deus ora em nós. Para nos levar a sério, Deus precisa não levar muito a sério nem o que pensamos nem o que oramos.