25 dezembro 2009

Reciclar é preciso



Evangélico e umbandista se casam na Praia de Copacabana





Em meio a uma série de denúncias de intolerância religiosa, a Praia de Copacabana servirá de altar para um casamento entre uma umbandista e um evangélico num culto ecumênico unindo características das duas religiões.






O evento vai acontecer no dia 29 de dezembro, que foi oficializado pela prefeitura como a data da comemoração antecipada de Yemanjá. É que embora a oficial seja 2 de Fevereiro, no Rio tradicionalmente era reverenciada na noite de 31 de dezembro, prática que foi diminuindo com o crescimento da festa de Réveillon na orla carioca.







“Será o primeiro realizado na praia com uma união inter-religiosa. O casamento vai ser antecipado com uma carreata que parte do Mercadão de Madureira no meio da tarde percorrendo vários bairros até Copacabana. Esse é o sétimo ano que a festa de Yemanjá é realizada no dia 29″ – revela Sheila Reis – integrante do departamento de Marketing do Mercadão que está comemorando 50 anos de fundação.




Fonte: RSZD [via PAVABLOG e ADIBERJ]

26 novembro 2009

Ética - cristãos deveriam aprender mais com "ímpios"

Olá, pessoal.


Estou meio sem tempo: trampo, trampo e mais trampo (um monte de vaidade).


Mas resolvi deixar um comentário aqui sobre um frase que ouvi do colunista e consultor Max Gehringer sobre "ética". Ele disse algo que era mais ou menos assim:


"Ética não é igual creme dental: enquanto para cremes dentais 99% de limpeza bucal é igual a 100% de limpeza, na ética, qualquer deslize pode colocar tudo em risco".


Ou seja, não adianta ser ético aqui e faltar com a ética logo ali. Não adianta ser quase ético.


Os cristãos deveriam aprender um pouco com essas pessoas "mundanas"...


Ouça o áudio do artigo:

16 novembro 2009

Silas Malafaia humilha e acusa blogueiros!


Retirado do blog: http://www.genizahvirtual.com



Neste vídeo chocante o telepastor Silas Malafaia humilha os blogueiros cristãos e diz que Deus está com Ele e o seu ministério abençoado.


Avisa que não liga para o que falam dele na internet, pois conhece muito bem seus detratores. Todos uns enrolados e recalcados.


Diz que não conhece obra de críticos (Sim. Novamente) e que se fosse ouvir o que falam dele ele ia arrumar um emprego honesto, mas como não ouve, segue sendo pregador do “evangelho” de mamon!


Diz que não lê os blogs apologéticos. Não perde tempo com isto, mas sabe tudo pois lhe contam e, por não ligar e nem se incomodar, gasta 10 minutos de um horário de televisão em rede nacional para esculachar seus detratores.


Oh! Malacheia! Oh! Valise da benção! Oh! Frasqueira de Gizuz! Oh! Arca da prosperidade! Da próxima vez dá o endereço na web!





Para Você - Que Somente Chora *

[Retirado de: "A Supremacia da Escritura"]



Acabo de receber uma mensagem de uma pessoa muito amiga. Ela me escreveu dizendo que ultimamente tem chorado muito.



A vida humana não existe sem choro.



O primeiro ato do recém-nascido é chorar.



Quando se exala o último suspiro, o primeiro que fazem os circunstantes é chorar.

E todos parecem esquecer o que disse
O Barão de Montesquieu: "Devemos chorar as pessoas à nascença, e não quando da sua morte."



Mas há vidas tão preciosas, tão especiais, tão relevantes que para nós mil vezes melhor seria se jamais viessem a morrer.



Outras, como Manassés, morreram sem deixar saudades. Ou seja, ninguém chorou por eles.



Chora-se por nada e se chora também por tudo.



Há os poucos que choram quando ganham e os muitos que choram por perderem.



Há os que choram no reencontro, e os que choram na despedida.



A mãe chora quando vê o filho nascer, chora quando vê o infante crescer, mas chora muito mais quando “perde” o seu amado para aquele(a) que o(a) amou ainda mais.



Chorar envolve sentimentos profundos. Significa o derramar da alma.



Chora-se pouco nas alegrias, chora-se copiosamente quando as tristezas aparecem.



Chora-se no primeiro dia de aula; chora-se muito mais no dia da formatura.



Chora-se pelos parentes de perto que sofrem, bem como se chora pelos desconhecidos de longe.





Aqueles são vistos todo dia; estes só são lembrados pelos flashes e manchetes da mídia.



Chora-se diante da sacrificial obediência dos filhos submissos. Chora—se ainda mais pela traição dos pródigos desalmados.



Chora o pastor pela ovelha desgarrada, chora o artista pelo quadro destruido, chora o órfão pelo(a) amado(a) que se foi.Chora o turista sábio por tudo o que viu. Chora o viajante distraído por aquilo que deixou de ver.



Chora o comerciante pela falta de clientes. Chora o jogador pela vitória sofrida.



Chora Jacó por Raquel, chora Paulo pelos irmãos de Mileto, chora João pelo Cristo eterno, chora Jesus pela cidade de Jerusalém.



Todos choram. Melhor dizendo, todos choramos.



Você também chora.



Há os que dizem que chorar nada significa, mas outros, como Shakespeare, preferem declarar que "chorar é diminuir a profundidade da dor."



Fácil, bem fácil mesmo, é dar opiniões sobre o choro, quando as circunstâncias não o produzem.





Difícil, bem difícil mesmo é impedir que se chore quando tudo indica que chorar é o que mais acertado se pode fazer.



Às vezes parece que existem aqueles que melhor demonstram sua alegria, chorando. E que dizer dos que se alegram, tentando mostrar que choram?



Talvez Tácito estivesse pensando nesses quando disse que “ninguém chora com mais ostentação do que os que mais se regozijam.” ·

A Divindade se caracteriza pela impossibilidade de chorar.



Chorar, portanto, é quase o traço maior da prova da humanidade.



Isto posto, o grande monumento que evidencia a humanidade perfeita do Filho de Deus provavelmente é João 11.35: JESUS CHOROU.



Milhares de judeus teriam seguido o Nazareno se não tivessem ouvido Dele a sentença que os fez encher de desprezo pelo Messias de Israel: “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”.



Não valem divagações quando o Mestre fala. Sua Palavra é a verdade. Chorar é bom e faz feliz.



Eu chorei, tu choraste, ELE chorou.



Apenas te digo que não chores sem consolo, ou seja, não chores longe Dele.



Ele é o Primeiro Consolador de nossas vidas.



E por haver regressado ao Seu Lar Celestial, brindou-nos com a oferta do Espírito Santo, o “outro” Consolador.



Se precisares “nadar o teu leito em lágrimas”, como hiperbolizou Davi, lembra-te de que é prova de sabedoria manter a disciplina sobre duas coisas na vida: saber chorar e entender quando parar de chorar.



O Mestre da Galiléia, que chorou no momento certo, disse para a viúva de Naim: “Não chores”.



Ela já havia chorado o suficiente.



Vale recordar a sentença-conselho Rabindranath Tagore. Ela pode de alguma maneira merecer atenção, especialmente para aqueles que não sabem por que choram, ou insistem em continuar a chorar depois de visivelmente confortados: "Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas."



Até que cheguemos ao Céu, o lugar sem lágrimas, muito teremos que chorar.



Mas não permitamos que o excesso de nossas lágrimas comprometa a abundancia de nossa alegria, transformando-a em escassez inócua.



Entre chorar e chorar o melhor a fazer é sorrir e sorrir.



Qualquer choro cambaleia quando ouvimos esta popularíssima expressão: “Sorri. Jesus te ama”.



Cada um de nós tem um pouco de Jeremias dentro de si mesmo. Mas, por que não ter, também, muito de Paulo? “Regozijai-vos. Outra vez vos digo: regozijai-vos”.



Leitores que choram, ouçam o que diz a Palavra eterna: “chorai com os que choram”.



Mas não fiquemos aqui. Vamos um pouco adiante: “Alegrai-vos com os que se alegram”.



Em conclusão, descansemos nossa alma com imortal declaração do salmista: "O choro pode durar a noite toda, mas a alegria vem pela manhã".





* Texto escrito com maestria pelo ilustre Pr. Gesiel Gomes

12 novembro 2009

Marcha para Jesus em S.Paulo, 02 de novembro de 2009. - AONDE CHEGAMOS?

É, até as alas mais antigas da igreja estão preocupadas com a Marcha Para Jesus.
Resta apenas saber se a indignação deles é genuína, ou se estão assim porque não foram chamados pra festinha...
De qualquer forma, gostei muito do artigo.

06 novembro 2009

Nova Tirinha

Nova tirinha feita pelo Felipoe, colaborador do blog http://igrejasalternativas.blogspot.com/
Dessa vez eu até fiz parte da histórinha... Ô, galera mal-encarada... Só tem bandido, viu...

Um Dia Na Marcha Pra Gezuiz

Leia o artigo com a experiência de um grupo de "cristãos alternativos" na Marcha Para Jesus de São Paulo. É um relato de um passeio no inferno, pior do que Dante e a Divina Comédia (aliás, "Divina Comédia" é o evangelho que vivemos hoje no Brasil. Confiram!

20 outubro 2009

Nova matéria em novo blog

Pessoal, estou escrevendo um blog sobre tradução. O nome dele é A Taverna de São Jerônimo, e pode ser acessado por http://tavernasaojeronimo.blogspot.com Ele será feito em conjunto com a minha esposa. Abraços, e espero que leiam.

16 outubro 2009

Bem x Mal (ou seria Bem + Mal?)

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Não sei porque, mas hoje de manhã vim pro serviço pensando na mitologia criada pelo cineasta americano George Lucas “Star Wars” (conhecido pelos mais velhos simplesmente como Guerra nas Estrelas).

Para quem não tem muita familiaridade com o tema, Star Wars diz respeito a uma série de filmes, desenhos animados, livros, revistas em quadrinhos, jogos de videogame (sim, tudo se interliga e se completa de certa forma) de uma espécie de gênero que poderia ser chamado de “fantasia espacial” em que mundos se dividem entre Império Galático e resistência rebelde, onde o Império é dominado pelas forças do “lado negro” (ou “lado escuro”, na nova tradução politicamente correta de “dark side”) e a resistência rebelde tenta restaurar a ordem da República Galática de antes de o Império dominar o Universo.

Há um combustível que supre os guerreiros, seres, enfim, todos os personagens do universo Star Wars: a Força. Segundo o personagem Obi Wan Kenobi, a força é “um campo de energia criado por tudo o que vive. Rodeia-nos, penetra-nos e une a galáxia. Tanto os mocinhos (Jedis) como os bandidos (Siths) procuram atingir um patamar superior de existência, mas ambos tem filosofias bem distintas para tal:

Filosofia Jedi

“There is no emotion, there is peace.” - Não existe emoção, existe paz.

“There is no ignorance, there is knowledge.” - Não existe ignorância, existe conhecimento.

“There is no passion, there is serenity.” - Não existe paixão, existe serenidade.

“There is no death, there is the Force.” - Não existe morte, existe a Força.

Filosofia Sith:

“Peace is a lie, there is only passion.” - Paz é uma mentira, só existe paixão.

“Through passion, I gain strength.” - Através da paixão, ganho Força.

“Through strength, I gain power.” - Através da Força, ganho poder.

“Through power, I gain victory.” - Através do poder, atinjo a vitória.

“Through victory, my chains are broken.” - Através da vitória, as minhas correntes são quebradas.

“The Force shall free me.” - Assim, a Força me libertará.

Podemos ver que ambos os lados são atraídos pela mesma energia imanente, e essa energia pode transformar um homem tanto em mal como em bom. É possível observar também que ao filosofia “sombria” (dos Siths) é uma corruptela, ou um exagero, da filosofia “iluminada” (dos Jedis). Logo, o que é razão e temperança no lado luminoso, é um exagero e uma perversão do lado negro. Procuram o mesmo fim, mas com meio diferentes: o bem-estar.

Ora, no mundo “normal” acontece a mesma coisa.

Sempre estamos procurando por algo que nos satisfaça, que nos dê bem-estar, a nós e àqueles que estão conosco. Porém, como na série de George Lucas, as pessoas escolhem formas diferentes de alcançar seus objetivos, e acabam até mesmo pervertendo, do ponto de vista do cristianismo, o resultado de suas buscas.

Assim podemos analisar, por exemplo, os pecados humanos. Para se ter um parâmetro possível de comparação, vou usar a lista de 7 pecados capitais segundo S. Tomás de Aquino. É óbvio que nossos pecados não se resumem a 7, mas eu acho essa “matriz de pecados” interessante por ser bem abrangente, podendo se desdobrar em quase todos os demais pecados. Os sete pecados são os seguintes:

Vaidade;
Inveja;
Ira;
Preguiça;
Avareza;
Gula;
Luxúria.

A partir da análise dos 7 pecados, é possível concluir que eles são deturpações das necessidades do ser humano. Assim, a Vaidade seria um exagero da necessidade de bem-estar físico. Paulo diz que devemos cuidar do nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo, mas quando passamos a dar mais importância ao nosso corpo do que às demais pessoas ou coisas da vida, passamos a se egoístas. A Inveja seria uma desejo exagerado de ter as coisas, fazendo-nos cobiçar aquilo que não é nosso e sentir raiva de quem tem aquilo. A Ira acontece quando deixamos as magoas tomarem conta do nosso coração. Nesse caso, porém gostaria de fazer uma ressalva: essa “Ira” seria uma raiva exagerada que nos leva a pecar contra os outros. Jesus mesmo disse: “Irai e não pequeis, não deixeis que o Sol se ponha sobre a vossa ira”, ou seja, muitas vezes ficamos nervosos, mas não podemos deixar aquilo corroer nosso corpo como um câncer: é resolver os problemas e nunca deixar para depois aquela “treta” de agora.

Continuando, a Preguiça seria um exagero da necessidade de descansar; a Avareza está ligada ao nosso desejo de ter sem precisar: somos levados a poupar e a sempre querer mais sem muitas vezes necessitar disso, e colocamos nossa confiança no dinheiro, o que é perigoso; a Gula é a perversão da necessidade de se alimentar; e por último a Luxúria, que é a perversão da necessidade do prazer físico.

Mas o que isso tem a ver com Star Wars, Jedis, Sith, bem e mal, Deus e o Diabo?

Bem, como disse, vim pensando em todas essas coisas no caminho para o serviço. Cheguei à conclusão que Deus e o Diabo, o Bem e o Mal, não estão tão em lados opostos, não assim, metodicamente um puxando para um lado e ou outro para o outro lado, como que num cabo de guerra transcendental. Os dois, na verdade, puxam o ser humano para o mesmo lado, o lado da satisfação e da ascensão. Porém, como entre Jedis e Sith, o Lado Iluminado e o Lado Negro, Deus estaria nos ensinando a sermos elevados pelo caminho da temperança, mas o Diabo estaria nos levando a acreditar que a satisfação está na satisfação mais que plena das nossas necessidades.

Isso fica muito claro quando observamos que cada vez mais pessoas hoje em dia estão cada vez mais egoísta e doentes por procurarem a satisfação e a alegria. Cada vez mais temos pessoas mesquinhas, depressivas, fisicamente doentes por buscarem ter mais do que necessitam, ou por irem muito rapidamente atrás daquilo que almejam. E esse tipo de coisa não acontece só no que os cristãos chamam de “mundo”: dentro da Igreja vemos cada vez mais pessoas passando para o Lado Negro da Força por buscarem de forma desenfreada a elevação espiritual. São pessoas doentes espiritualmente, exageradas na forma de louvar, de se expressar, e que mais cedo ou mais tarde se tornam malucos e morrem por não terem tido o bom senso de buscarem tudo ao seu tempo, seja por sua própria vontade ou pela falta de instrução.

E isso não é apenas no nível espiritual. Podemos ver isso no que diz respeito ao material nas Igrejas: pastores que começaram com a maior das boas vontades, e que recolhiam dinheiro “para a obra”, mas que hoje são crápulas e ladrões.

Assim como é impossível perceber o momento exato em que o dia começa a escurecer e é muito difícil dizer quantas gotas de água faltam para transbordar um copo, também é muito difícil dizer quando estamos passando do limite, passando da plenitude iluminada para o exagero negro em nossas vidas.

O Mal seduz. Assim como os Jedis de Star Wars, temos que vigiar sempre, nos controlando para que a Força que há em nós não faça com que passemos de luz às trevas como num piscar de olhos.

 

Para quem quiser saber mais sobre o mundo de Star Wars:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Star_Wars

Para quem quiser saber mais sobre os Sete Pecados Capitais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_sete_pecados_capitais

13 outubro 2009

Ave Maria, A Transgressora

Olá. Vim aqui só pra escrever algumas palavras. Nada muito comprido, não. Ontem foi Dia das Crianças. Também foi o dia em que os católicos comemoram o aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Queria aproveitar a data para falar sobre Maria, a mulher que inspirou a imagem que muitos adoram como se tivesse poderes mágicos, mas que, na verdade, é uma lembrança, como um retrato, de uma grande mulher. Nesses dias pensei sobre a vida de Maria, e como ela foi subversiva desde o início de seu ministério (que, acho, começou quando ela foi visitada pelo anjo). Não só ela foi uma subversiva por ter carregado o filho de Deus em seu ventre, passando pelas adversidades de uma gravidez fora dos padrões do casamento, enfrentando seus vizinhos e parentes e até alguma desconfiança que possa ter vindo da parte de seu marido, mas também foi subversiva por acreditar que seu filho seria o salvador do mundo, por ter confiado e o obedecido. Diferentemente da maioria dos protestantes, quando leio a passagem das bodas de Caná, quando Jesus aparentemente é grosso com sua mãe (pelo menos é essa a impressão que as traduções me passam), Maria não estava sendo intransigente recebendo uma bronca de seu filho, mas estava é querendo ver as coisas resolvidas. Ela foi ousada, e tentou algo que ninguém ainda tinha tentado: pedir algo a Jesus. Nesse momento ela foi intransigente e subversiva como mãe, mulher e cristã. Que possamos seguir seu exemplo, assim como seguimos os exemplos de Paulo, Pedro, Tiago, André e os demais apóstolos, e tenhamos a vontade de ver a transformação das situações, da água sem gosto para o vinho da alegria de Deus, e não ficarmos com medo das respostas atravessadas que possam nos dar, sejam respostas vindas de amigos, colegas de trabalho ou de nossos próprios familiares.

07 outubro 2009

As regras

Infrinja as regras, um pouco a cada dia; em breve as exceções se tornam regras: é assim que a humanidade evolui... (Inspirado após ouvir canções como "Breaking The Law", do Judas Priest e "Against The Law", do Stryper...)

04 outubro 2009

Dizem que eu sou louco…

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Ontem (sábado – 4/10/09) fiz algo que não faço há muito tempo: fui à casa dos meus tios Zé e Cida (todo mundo tem um ou mais tios Zé e Cida, rsrsrs). O tio Zé é irmão da minha mãe. A tia Cida é a esposa dele.

Fazia mais ou menos uns 15 anos que eu não os visitava. Foi uma visita legal, pois gosto muito deles e lembro de ter passado momentos muito bons na casa deles. Foi um dia muito bom. Chegamos, tomamos um café, almoçamos, viemos embora, eu e a Sandra – minha esposa. Entre uma refeição e outra, conversamos sobre a vida, falamos de coisas do passado, e de coisas que o futuro nos reserva.

Tá. E por quê eu estou falando dessa visita aparentemente típica? O que você, que está lendo, tem a ver com essa história chata de visita aos tios?

Talvez a percepção sobre a minha história mude se eu contar pra vocês duas peculiaridades dos meus tios: eles são velhos (meu tio tem mais de 80 anos) e são evangélicos. E isso, durante um bate-papo descompromissado entre parentes, faz TODA a diferença…

Entre conversa-vai, conversa-vem, acabamos caindo no assunto “Deus”. É impossível conversar sem falar de Deus, ainda mais quando se sente à vontade para falar dEle. Aí nós contamos as “bênçãos”, falamos de ministério, etc.  Porém durante toda a conversa ficou evidente o abismo que separa o evangélico tradicional de um “cristão alternativo”. A todo momento eles queriam saber de que “igreja” nós éramos. Sempre que falávamos uma “bênção”, um momento de alegria, algo que fizemos dentro de alguma igreja, alguma pregação, evento, etc., eles nos perguntavam “é de igreja tal???” E eu simplesmente respondia com um “não”. E eu percebia que sempre ficava aquele sentimento de “eles não são tão evangélicos assim”, rsrsrs…

Algumas vezes, percebia a confusão total, pois conheço muita coisa da Assembléia de Deus, por exemplo, hinos, peculiaridades das reuniões, “doutrinas”. Isso devido ao fato de ter muitos amigos naquela denominação. Isso deixava meu tio pensando “ele parece assembleiano, mas também parece que não é”.

Percebi, enfim, que eles, meus tios, são extremamente evangélicos no sentido de defenderem a bandeira de sua denominação, ou, no mínimo, da sua filosofia (embora não tenham consciência de que estejam defendendo uma filosofia). E esse tradicionalismo se acentua por serem velhos e defenderem o que é tradicional, aquele negócio de que “antigamente era melhor.

Porém, por incrível que pareça, esse comportamento não é algo incomum. Não acontece só entre evangélicos e nem somente entre pessoas mais velhas.

Hoje, existem muitas pessoas que defendem o “evangelicalismo” como se fosse um time de futebol. Pessoas que brigam, choram, gritam e até chegam a bater para defender o “ser evangélico”, defender sua bandeira congregacional. Muita gente não se toca, mais isso é uma das maiores evidências da invasão do “mundo” dentro da Igreja. A igreja se acostumos a defender seus ideais como se estivesse defendendo um time político, um partido ou uma filosofia. E olha que isso não é algo novo, não. O apóstolo Paulo, segundo a Bíblia, lidava com isso já na sua época. Cristãos vivam se perguntando qual era o apóstolo mais correto, e defendiam suas filosofias com unhas e dentes. “Eu sou de Paulo, eu sou de Apolo”, e Paulo explica que um planta, o outro rega, mas quem faz crescer é Deus.

É óbvio que você deve estar dizendo “mas eu tô livre de tudo isso, graças a Deus, eu sou ALTERNATIVO!” Porém ,pense aí: quantas vezes você já não disse que não aguenta, não gosta e nem consegue conversar com “evangélicos”? Quantas vezes você, com ar de superioridade, já não se gabou, aí dentro da sua cabeça mesmo, dando “graças a Deus”, de não ser mais evangélico? Vou mais além: quantas vezes você já não pensou ser melhor do que os evangélicos, pois Deus lhe deu um entendimento “superior” em relação aos demais cristãos?

Quando adolescente, ainda sendo evangélico, embora fosse de uma igreja “underground”, passei por sentimentos como esse. Eu me sentia “a nata” dos evangélicos, a evolução, o “homo sapiens superior” (como diriam professor Xavier e Magneto) do cristianismo, pois não precisava de terno, gravata, hinários antigos, e dos ritualismos dos evangélicos tradicionais. Porém aos poucos percebi que eu, e mais alguns, estávamos criando um gueto dentro do gueto. Estávamos nos tornando “fariseus dentre os fariseus”.

Hoje, vejo que muito cristão que se considera alternativo passa por isso. Devagar, vamos nos fechando dentro de um mundinho dentro do mundinho dos evangélicos, vamos nos distanciando do mundo cristão, e nos tornando uma aberração pior do que aquilo que consideramos estranho.

Olhem que não estou aqui pregando que devemos nos conformar com as cagadas que evangélicos, católicos, ortodoxos, ou até nós mesmos, fazemos, tudo em prol da “união cristã”. É claro que devemos estar espertos para todo tipo de enganação e manipulação, mas o que digo é que não devemos nos sentir melhor do que ninguém, porque, se Jesus é a verdade, nós somos seguidores da verdade, e só a encontraremos de verdade quando chegarmos ao Céu, Paraíso, Nova Existência, Pós-morte, ou seja lá como chamam o período de vida após a vida.

“Hoje enxergo pelo espelho” dizia o apóstolo Paulo, exemplificando que hoje, indiferentemente de nosso grau de instrução, revelação ou comprometimento com o Evangelho, todos padecemos de uma miopia espiritual, e dependemos de Deus para conhecer aos outros, conhecermos a nós mesmos e conhecer a Ele. “Mas um dia vou enxergar claramente”, é Paulo tentando nos dizer que um dia, quando toda a aparência cair e esse mundo passar, passaremos a compreender as coisas de Deus de forma completa. Até lá somos todos cegos caminhando pela mesma estrada, dando de cabeça na parede, revoltando-nos e sendo trazidos de volta à razão por Deus. Somos como crianças que, não importa a idade, precisamos da mão do pai para nos guiar.

Que possamos nos colocar no nosso lugar, e possamos ter a humildade de assumir nossa ignorância em relação a Deus, e assumir nossa posição de loucos, nem melhores e nem piores, dentro desse grande manicômio que é o cristianismo, todos necessitando igualmente do Médico dos Médicos.

12 julho 2009

EXPLORAÇÃO DA FÉ ─ ATÉ QUE PONTO?

Por JULIO ZAMPARETTI

No tempo de minha meninice, era um leitor cativo do “Mensageiro da Paz” – jornal editado pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Dentre os tópicos deste periódico, um me chamava mais atenção: era o da página de testemunhos de curas e milagres, que ainda hoje é ventilada, nesse mesmo jornal, de uma forma não extravagante.

Talvez aquele antigo desejo de ver maravilhas ainda esteja latente em meu inconsciente, pois hoje, ao assistir o Jornal Nacional ─ edição das 20 horas, sempre que posso, dou minhas passadas pelo canal da Band, que no seu horário nobre exibe o programa “show da fé”. A parte do programa que divulga curas e milagres por este canal de TV tem causado constrangimentos em toda blogosfera, e nem de longe se parece com os testemunhos simples e eletrizantes, que eu lia no jornal evangélico que circulava e ainda circula por todos os recantos do país, a cada quinzena.

Há pouco mais de três semanas, uma chamada desse programa na Band, me fez ficar de cabelo em pé. Poderia ter gravado o inusitado caso, mas na hora, a estupefação fez com que eu esquecesse esse importante detalhe.

Em suma, foi mais ou menos assim o grotesco acontecimento: ─ Meus amigos telespectadores! Daqui a pouco vocês vão ouvir um relato de um grandioso milagre. Deus recuperou instantaneamente a virgindade de uma nossa irmã. Ela está aqui presente, e vai contar tudo ─ diz o eufórico Pastor, esfregando uma mão na outra. Pulei da “cadeira do papai” em que estava bem acomodado, e fiquei com os olhos arregalados, sem querer acreditar no que estava ouvindo.

O show da fé, nessa noite, foi muito longe no seu somatório de aberrações. Como médico, sei perfeitamente que a virgindade não é só representada pela higidez dessa frágil membrana do órgão sexual feminino. A perda da virgindade é muito mais do que a ruptura dessa simples estrutura anatômica. Se houve o ato sexual, ele se passou numa esfera psico-afetiva mais profunda, envolvendo, é claro, a consciência e a química cerebral do casal. É impossível negar, desfazer ou esquecer aquilo que foi realmente sentido ou vivenciado sexualmente. Recuperar a estrutura himenal não significa, de modo algum, dizer que a virgindade foi restabelecida.

Uma analogia, para melhor entender o que me parece óbvio : o fato de se zerar o indicador da quilometragem do carro usado, não significa que o mesmo se tornou zero km.

Esperei curioso o emblemático caso da recuperação da virgindade, tão bisonhamente alardeado. Tive asco quando ouvi o maior personagem do show falar: ─ Irmã, conte-me como foi essa tremenda cura, que lhe fez ficar virgem de novo! ─ disse ele dando os seus pulinhos e risadinhas características.

Quando vi a mulher, aparentando seus trinta anos, mais encabulada que alegre, com um jeito de quem estava ali sendo explorada de forma hedionda, a adrenalina me subiu, e fiquei altamente indignado.

A pobre irmã tinha se envolvido sexualmente antes de ser crente, mas agora estava a li a apregoar, diante de aplausos, que agora Deus tinha restabelecido a sua virgindade.

A que ponto a exploração da fé chegou. No tempo das minhas leituras dos milagres e curas do jornal Mensageiro da Paz, pelo menos, os grandes feitos da fé eram comprovados com fotos de atestados e radiografias fornecidos por entidades médicas. Tudo bem documentado.

Agora não, tudo se tornou tão banal, que de uma cura ou milagre não se exige mais comprovação científica. Os “predadores” do evangelho não se importam com isso, desde que as falsas curas encham os seus baús com o tesouro que a traça e a ferrugem comem. O Deus deles se mede pelo número de concentrações realizadas. Dizem: “hoje tem espetáculo às 9.00, 11.00, 15.00 e 20 horas”. Com promessas falsas e jargões de caráter apelativo, ludibriam muitas pessoas, as quais são levadas aos locais dos eventos (praças e avenidas), como bois que são conduzidos ao matadouro. Multidões, cada vez maiores, à procura de consolo, se deixam levar pelo ABSURDO das mensagens estapafúrdias e curas de mentira, sempre acompanhadas das costumeiras salvas de palmas para Jesus (digo, Zé Jus)

Acredito que esses vendedores de supostos milagres, caso não se arrependam, um dia, ouvirão Cristo dizer categoricamente: “[...] Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim vós que praticais a iniqüidade”. (Mateus 7 : 23)

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Por: Levi B. Santos Guarabira, 03 de julho de 2009 Em Ensaios & Prosas

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Fonte: http://genizah-virtual.blogspot.com/2009/07/rr-soares-viaja-na-maionese-e-libera.html

Obs.: É por essas e outras que tenho dito: Eles querem consquistar o mundo, nós queremos transformá-lo.

07 julho 2009

LightLane: leve sua pista por onde for

Pistas de ciclistas nas ruas e avenidas representam uma grande segurança para motoristas e ciclistas. Entretanto, devido ao alto custo da instalação, as pistas não estão disponíveis em todos os lugares. Em vez de forçar os ciclistas a se adaptarem à infra-estrutura existente, as pistas de ciclistas poderiam se adaptar ao ciclista.
É mais ou menos assim que o o pessoal da lightlanebike.com abre o seu site, apresentando o que, segundo eles, é uma solução para a falta de pistas para ciclistas nas vias públicas: Bike Lane.
Bike Lane é um conjunto de luzes que projeta demarcações ao lado do ciclista, delimitando o que seria a sua pista, tornando o ciclista e o seu caminho mais visíveis para os motoristas.
Se é uma solução 100% segura, eu não sei, mas que é uma ótima iniciativa, isso é. Só basta uma solução dessas para se usar também durante o dia.
Pelo sim, pelo não, eu quero o meu bike Lane.

02 julho 2009

Meu Cross-City em São Paulo - do Bairro do Limão à Cidade Tiradentes

Na última quarta-feira (01/07/09), acordei cedo. Como em todas as manhãs, tomei meu café-da-manhã, que de "café" só tem a denominação: mingau de aveia. Muitos podem achar esse um desjejum indigesto do ponto de vista do sabor. A verdade é que não gostamos de nada que nos lembre lados negativos da infância. Sendo assim, papinhas, mingaus e demais alimentos "socados" goela abaixo por nossas mães são automaticamente negados pela maioria. Mas eu aprendi que mingau de aveia faz um bem danado. Li que ele dá energia para quase metade de um dia, que demora para ser absorvido, e por isso age por mais tempo no nosso organismo. Pode ser simplesmente psicológico, mas desde que comecei a tomar mingau de aveia na minha primeira refeição (aí já se vão alguns meses) nunca mais senti indisposição durante o dia; Antes disso (a indisposição) acontecia em 7 de 7 dias, mas agora me sinto superbem. Além disso, mingau de aveia é muito gostoso...

Mas voltando à minha quarta-feira, como disse, acordei cedo e me alimentei. É o ritual com o qual começo quase todos os meus dias, algumas vezes mais cedo, outras um pouco mais tarde, mas nesse dia foi em torno das 6h45. Contudo, a grande vantagem é que eu não precisaria trabalhar. Depois de praticamente 20 dias enfiado em um projeto, depois que o meu notebook quebrou (graças a Deus hoje já está funcionando) e eu tive que recomeçar o trabalho, um atraso e um reagendamento de entrega junto ao cliente, enfim consegui terminar um bom trabalho que vai me render um bom dinheiro, um bom dinheiro para pagar contas, diga-se de passagem.

Depois do café, assisti a alguns jornais matutinos e tomei coragem. Coloquei minha camiseta, bermuda, os tênis, enchi a mochila com suprimentos de água, uma blusa (nunca se sabe se São Paulo continuará quente, fará frio, nevará ou um vulcão surgirá do meio da Avenida Paulista - lugar louco que eu adoro!), o antiácido - pro tratamento da "esofagite" -, e mais algumas tranqueiras. Passei a mão na chave, liguei a secretária eletrônica e fui até à garagem.

Lá, o carro estacionado, e também a bicicleta. Obviamente optei pela bicicleta. Além de gostar muito da bicicleta, também há de se encarar a realidade: não tenho carteira de motorista. não que eu não tenha capacidade (tá, eu não passei na primeira prova prática de direção), mas o automóvel é algo que funcionalmente não me atrai. Carros me atraem em uma pista de corrida, quando usam roupas das décadas passadas, ou até quando a gente tem que fazer as compras no fim-de-semana. Na verdade, carro hoje, pra mim, é sinônimo de dor-de-cabeça, encheção de saco, estresse. A bicicleta também pode ser um saco se você quiser, mas na maioria das vezes (comigo, todas as vezes) não há estresse com a magrela. Mesmo quando a corrente cai, ou algum outro imprevisto acontece, tudo se resolve muito rapidamente, e logo você está na estrada novamente.

Saí de casa determinado a andar muito, e andei. O desetino? A casa da minha mãe, praticamente no outro extremo da cidade de São Paulo (eu estou no Bairro do Limão), no extremo leste da selva de pedra. São mais ou menos 40 km de viagem no lombo de uma bicicleta. Muitos disseram, dizem e dirão "você é louco, cara...", mas não é a loucura que move o homem? pois bem, sai em busca da minha "loucura do dia".

O dia estava bonito. Ele mais iluminava do esquentava - mas mesmo assim me queimou pra caramba... - , e tudo parecia conspirar para uma ótima viagem. É interessante como a pé ou de bicicleta você observa locais, pessoas, comportamentos que você jamais observaria de dentro de um ônibus, andando de carro ou até mesmo numa moto. Ao passar pelas ruas da cidade, muitas das quais já visitei de carro ou ônibus, pude observar pessoas que nunca saberia que estavam ali. Pude ver a cidade amanhecer comercialmente em diversos pontos, como a Santa Ifigênia, a 25 de Março, o Largo São Bento. Andei por lugares que nunca tinha passado, como "o lado de lá" de diversas estações de Metrô do Lado Leste da Capital. Quantas vezes nós só conhecemos o "lado de cá" das coisas? Com as estações de metrô, isso acontece muito comigo. Quase nunca passo para o outro lado da estação. Mais especificamente as estações que ladeiam a Radial Leste, ou que estão próximas a ela. Conheço muitas daquelas estações desde que foram inauguradas (vi a inauguração de todas as estações a partir da Estação Carrão). Sempre trabalhei em bairros como Tatuapé, Bresser, Moóca, Ipiranga, Centro, e conhecia todas as estações próximas a estes lugares a partir de uma só face. Todavia ontem pude conhecer o outro lado da moeda.

Após passar pelo Centro e descer a Ladeira Porto Geral, que estava acordando, mas que já se tornava quase impossível de se transitar sobre rodas, com gente subindo e descendo, marreteiros vendendo soluções e diversões, pessoas com as mais diversas roupas e com os tipos mais variados de cabelos e acessórios, entrei na 25 de Março, rua que particularmente odeio. Não gosto de "muvuca", mas até que consegui passar incólume por lá. Subi o viaduto Diário Popular atrás do Palácio das Indústrias, que foi a sede da Prefeitura antes de se transferir para o antigo prédio do Banespa lá no viaduto do Chá. Segui pela Avenida Mercúrio, ainda pelas calçadas e entrei na Av. Rangel Pestana sentido Largo da Concórdia.

Ali, para evitar os ônibus pela direita, fui por ruazinhas locais até sair ao lado da estação de trem do Brás. Não tive outra saída: voltei para a Rangel Pestana, passei sobre o viaduto que vai por cima do caminho de ferro e continuei do outro lado até a Rua do Hipódromo (que, para fins de conhecimento de quem não é de São Paulo, não tem menhum hipódromo - deve ter tido, num passado muito longínquo). Ali, comecei a me embrenhar novamente por ruazinhas do Brás, Bresser, Belém. É engraçado como atrás de cada ruazinha de cada bairro conhecido se escondem comércios, fábricas, lojas e casas desconhecidas da maioria. É como se cada bairro guardasse microbairros dentro de si, cada um com suas especialidades e peculiaridades.

E dá-lhe ruas de paralelepípedo. É incrível como estes bairros mais antigos ainda tem ruas de pedra. Elas podem até ser bonitas, pitorescas e econômicas, porém são um martírio para a bunda de qualquer ciclista. depois de muito andar, passei por baixo do viaduto Bresser, desci a Visconde de Parnaíba, e segui pela Cotegipe até sair na Avenida Salim Farah Maluf, famosa dos boletins de trânsito daqui (tá sempre parada desde a Marginal até a Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo - quem nunca ouviu isso nos boletins de trânsito da CBN, rs). Atravessei a Avenida pela Celso Garcia, subi um pouco e voltei para dentro dos bairros.

Aproximando-me cada vez mais da linha de trem, que era o meu ponto de referência, juntamente com o sol e as placas que indicavam a Marginal Tietê (às vezes, andar por "ruazinhas" de bairros aqui em SP pode ser mais perigoso do que vagar a esmo no deserto: para se perder basta tentar "cortar caminho". Tente cortar caminho no Pacaembu ou na Pompeía, por exemplo...), cheguei até a estação Carrão. De lá, segui beirando a linha de trem, passei sob a linha de trem que vai para São Miguel e segui até a estação Penha. Logo cheguei à Vila Matilde, atravessei o viaduto Dona Matilde e cai na Radial Leste (Av. Conde Frontim). A partir daí fui pela famosa (pelo menos passou até em jornal de Santos, rsrsrsrs) CICLOVIA DA RADIAL: ela é boa, melhor ainda é que pouca gente se aventura a andar por ela. O ruim é um vento maldito na Radial que vem "encanado" do bairro para o Centro, fazendo com que você pedale, pedale e não saia do lugar. Porém é muito bom andar de bicicleta sem ter que se preocupar com carros na sua cola, sem motoristas engraçadinho que jogam o carro pra cima de você e ônibus que querem passar sobre sua cabeça. Gostaria que essa ciclovia cortasse a cidade. Seria uma viagem muito rápida. Pena que parece que a dita cuja vai se estender só até o Tatuapé. Não que seja muito ruim. Na vedardade, vai ser uma mão na roda tanto para os aventureiros, como para muitos trabalhadores que vão para o serviço de bicicleta a fim de economizar uma graninha pra comprar alguns ovos para a "mistura" (mais uma pros não-paulistanos: mistura, aqui, diferentemente do resto do país, é aquilo que acompanha o prato principal, e que não seja salada; bife, peixe assado, linguiça, salsicha no molho, etc. Batata-frita é um misto de mistura e petisco =P), mas ela poderia se estender até o Centro, e ligar-se a outras ciclovias. Isso seria a realização de um sonho para milhares de pessoas.

Depois de andar até Itaquera, a ciclovia infelizmente acaba. Só que aí começa uma outra viagem para mim. Estou perto do meu bairro-natal. Se passei a infância toda no Conjunto Prestes Maia, que antes pertencia ao bairro de Guaianases e hoje ao bairro de Cidade Tiradentes, passei parte da minha "primeira adolescência" em Itaquera. Aos 12 anos passei a frequentar a Igreja Metodista Wesleyana da Cohab II (José Bonifácio) Eu ia para lá na sexta-feira à noite, para a casa dos "irmãos" e ficava até domingo após o culto. Lá conheci muita gente legal, muito mala sem alça, também. O importante é que tive momentos muito bons por lá, filando bóia na casa dos outros, brincando com o pessoal, muitas brincadeiras sadias, e outras que, se reveladas na época, renderiam um belo de um "afastamento" do corpo da Igreja (é mais ou menos como uma "excomungação temporária"). Ali também conheci a primeira namorada, o primeiro "fora" e muitas coisas que a adolescência, como que por gozação, reserva pra gente. Passando de bicicleta por aquelas ruas, tudo veio à mente. Passei em frente da casa de amigos, amigos que nem moram mais ali. Passei por pessoas conhecidas, mas que não me conhecem mais, enfim, foi uma viagem, um verdadeiro túnel do tempo, tudo no lombo da magrela, pra não perder o pique.

Andando mais um pouco, cheguei à casa da minha mãe. Ah, conjunto Residencial Prestes Maia... Por mais que seja no fim do mundo de São Paulo, superafastado do Centro, longe da civilização, carecendo de muita coisa, com alto índice de violência, ainda continua sendo um lugar que me faz sentir como se estivesse em um lugar em suspensão pelo tempo. Subi as ruas, também encontrei muitas pessoas que conhecia, mas que não me reconheceram: gays que sairam do armário, garotos inconsequentes que se tornaram pais de família, moças que estão velhas, crianças crescidas, vagabundo que continuam vagabundo, enfim pude ver muito do meu passado em cada pessoa, cada esquina, cada rua percorrida.

Como bom mané que sou, fui até a casa da minha mãe e dei com a porta na cara, pois ela tinha saído. Tá, eu não avisei que ia, mas como minha mãe pôde sair de casa? Mães devem estar sempre à disposição do filho...

Decidi então ir até a Cidade Tiradentes. Uma de minhas imrças moram por lá, e pensei que seria bom dar uma chegada até lá, para ver a família dela. Fui cortando por dentro do "Parque do Rodeio", uma extensa área verde com pistas de cooper, brinquedos para as crianças e mesas, tudo bem organizado. Fiquei besta em ver como algo tinha mudado para melhor. No meu tempo isso não existia. Sorte do povo que está por lá agora. Certamente, reclamam das coisas como estão, mas mal sabem que tudo já foi puior, e que hoje é um "mar de rosas" se comparado ao passado, pelo menos no que diz respeito à infra-estrutura de lazer. andando mais um pouco e fui até a Cidade Tirandentes.

Chegando lá, percebi como o tempo passa. Minhas sobrinhas estão todas crescidas. A mais nova deve ter uns 8 anos, e a mais velha já tem até um filho! Ficamos lá, batendo um bom papo por horas, almoçamos e depois voltei pra casa. Toca mais 4 horas de volta.

Essa minha folga foi muito boa, mesmo. Foi uma verdadeira viagem, tanto no que diz respeito à disância, afinal, nada nada, rodei cerca de 40 quilômetros (somente na ida) montado em uma bicicleta, mas também no sentido de ter visto muita coisa do meu passado, ter conhecido ruas novas, lugares diferentes. Cheguei em casa cansado, com as pernas moídas, mas o sentimento de satisfação era maior do que tudo isso. Tive uma sensação de liberdade e de poder muito grande, sentimento que com certeza não teria andando de ônibus, carro ou até mesmo sobre uma moto, que é tão vista como sinônimo de liberdade. Se a moto, dizem os americanos, deixa o homem com um espírito livre, a bicicleta junta a este sentimento de liberdade a uma espécie de sentimento do poder natural. Quando se começa a andar de bicicleta, imagina-se apenas estar praticando um esporte, uma brincadeira da infância, que vai emagrecer, entrar em forma, fugir do inevitável fantasma das doenças cardíacas. Sim, pedalar pode proporcionar tudo isso. Entretanto, pedalar proporciona muito mais. É poder saber que o seu corpo, sem a ajuda de combustíveis fósseis, ou de espécie alguma, simplesmente com as leis da física, com a mecânica simples, tem um poder incrível. É sentir-se vivo, como uma criança, sem dever nada pra ninguém com o mínimo de regras possível. É só você, sua bicicleta, e o ambiente à sua volta. É a excelência do homem sobre as máquinas, resquício de uma época em que nós as controlávamos, e não o contrário.

26 junho 2009

Sou chato e inconveniente, mesmo, e dai?

Hoje é um dia atípico. O Brasil dos microblogs tem explodido em fúria contra um homem que há muito tempo vem fazendo um estrago em nosso país, seja na presidência da República, na presidência do Senado, ou de qualquer outra forma em que venha atuar no palco da política, uma erva daninha que já se arraigou há muito tempo nas terras férteis da corrupção brasileira: José Sarney. Desde algum tempo, vem se disseminando a hashtag #forasarney pelo Twitter, exigindo a saída de Sarney da presidência do Senado brasileiro. Porém hoje, talvez impulsionados por uma passeata que, ao que parece, foi feita em São Luis - MA exigindo a saída do Sarney, o número de postagens citando essa tag tem aumentado espantosamente. Isso se deve, principalmente, ao número de "celebridades" que tem divulgado a tag, bem como as informações das passeatas (parece que haverá uma em Brasília e outra em Campinas quarta-feira que vem - 01/07) que demonstram a indignação de alguns internautas com a situação que envolve o Poder Legislativo. Até aí tudo bem. Tudo bem, mas ao ler as postagens dessas pessoas que divulgam o assunto, percebo que tudo o que acontece é muito da boca para fora. Todos querem meter a boca no trombone, mas poucos estão dispostos a levantar uma bandeira até suas últimas consequências. E olha que as "últimas consequências", aqui no Brasil jamais, creio eu, chegariam aos pés das primeiras consequências de uma manifestação pacífica no Teerã. Todos escrevem muito bem, e xingam muito, com a propriedade e a liberdade que um teclado lhes proporciona, porém aposto que nenhum dos que estão escrevendo estariam dispostos a realmente organizar, por exemplo em uma passeata, e sair em protesto na rua, como fazem as pessoas que realmente querem ver mudanças. Parece que a preocupação principal das pessoas é aumentar o número de postagens com certas tags (em especial a #forasarney) para figurarem em listas de "Trending topics" a fim de mostrarem "nossa, olha como nós conseguimos aparecer?" Dentre esses divulgadores, há classe dos artistas. Estes parecem estar preocupados em polir sua imagem pública, mostrando como são "radicais", "antenados" ou seja lá qual outro termo queira-se usar. Eles gostam muito de "espalhar a notícia", de inchar os já superpoluídos veículos de comunicação online para quem sabe figurarem como "o artista da hora", talvez levando mais gente ao teatro, ou fazendo a audiência subir, para, quem sabe, terem uma sobrevida na telinha. E nesse meio vemos os tipos mais bizarros, que usam as mais variadas formas de discurso para "mudarem a cara do país". Teve até o Tico Santa Cruz (Detonautas) saindo pelado com uma meia pendurada no pinto com o peito escrito "Fora Sarney" (superoriginal...). Quero Dizer que não tenho nada pessoal contra eles. Até admiro seus trabalhos, dou risada com suas piadas, canto suas músicas, mas por favor, NÃO TENTEM ENGANAR O POVO! Vocês estão estrapolando as linhas do palco e da tela da TV com seus personagens. Não tentem pagar de Che Guevara, de revolucionário, quando na verdade, não conseguem nem mesmo revolucionar as suas carreiras! O bem da verdade, é que todos eles, ou a maioria, na juventude, tiveram ideias brilhantes, mas lhes faltavam oportunidades para executá-las. Hoje tem os meios e as oportunidades, porém lhes falta SACO pra fazer algo. Estão ocupados demais com suas carreiras volúveis, e não podem separar algumas horas para partirem para a ação direta. Infelizmente, esse é o Brasil em que vivemos. enquanto em outros países vemos o povo saindo às ruas para lutar pela democracia, nós que a temos não a usamos, ou usamos para nossa conveniência. Outros que me deixam emputecidos são os brasileiros que militam pela causa iraniana. Claro que acho totalmente digna a causa iraniana. Porém, com tanto problema no Brasil, com tanta gente morrendo por uma ditadura velada, a ditadura do capitalismo e da moda, que faz mais mortos do que guerras e revoluções através de pobres, famintos, drogados, miseráveis espalhados pelas ruas de fora a fora no Brasil, porque usamos toda a nossa força numa causa cujo mundo todo tem defendido? Podiamos aproveitar que tem tanta gente cuidando do problema por lá, e cuidar do nosso por aqui, afinal, se a gente não correr atrás do nosso, quem corre? Revolucionários, artistas, amigos e gente comum: aproveitemos o momento para reivindicar aquilo que é nosso, também. Quem sabe tenhamos a chance de sair às ruas, não inconscientemente e servindo de massa de manobra a uma classe maldita de políticos, como aconteceu com os palhaços "caras-pintadas", mas de forma inteligente e eficaz. Aproveitemos o que nos foi dado. A última mordaça (lei de imprensa) que amarrava a nossa liberdade de expressão caiu. Agora temos a liberdade de publicar qualquer coisa, em qualquer veículo, inclusive criando nossos próprios veículos, e expressar tudo o que queremos sem ter que dar satisfação de nossos atos, bastando que os assumamos, e com eles suas consequências. Vamos lutar pelo mundo, sim, mas comecemos lutando pelo nosso quintal.

21 maio 2009

Testando o MSN Live Writer da Microsoft

Eu não sei bem o que eu estou fazendo.

Como sou um adepto das novas tecnologias, mesmo sendo um pouco arredio à Micro$oft, decidi testar esse troço deles, aqui.

À primeira vista, é um Word para escrever no Blog. Parece ser interessante olhando a barra fe ferramentas que aparece no lado esquerdo da tela.

Vejamos se funcionam, então.

Inserindo um tabela

 

Vamos ver como esse negócio
vai ficar depois d publicado.

 

 

Agora, uma imagem

porco

Álbum de fotos?

Pela forma que apareceu no meu monitor (se for WYSWYG), tá ficando legal. Tá sendo mais legal do que fazer isso direto no site do Blogger, por exemplo.

MAPA?

Imagem do mapa

Bom, aqui o negócio já começou a se mostrar meio ineficiente. Se não vai funcionar direito, então não ofereça, caramba. Digitei “Av. Paulista – SP” e o mapa me trouxe qualquer lugar em SP, menos a Av. Paulista…

Aí a gente mete um videozinho do você tubo, e pronto.

Bom, até aqui, o negócio parece funcionar, tirando o mapinha da Micro$oft que parece que ainda vai ter que apanhar bastante de pserviços como o Google Maps e o Apontador pra ficar “bonzinho”.

Será que ficou bom? Eu, como vocês, só vou ver o resultado no meu blog, depois de postado. Sendo assim, saibam que estou tão surpreso quanto vocês.

Aquele abraço e até mais.

Technorati Marcas: ,

15 maio 2009

Minha Banda

Bom, pessoal. Como mente vazia é oficina do diabo, e corpo parado é uma oficina de doenças (ficar parado é terrível), decidi aplicar meu tempo em mais uma coisa: uma nova banda. Sim, uma banda, e de rock. Sem muita frescura, aquele negócio de bateria, baixo e guitarra. Como dizia a música, "isso é só rock and roll, mas eu gosto". Segue um vídeo da nossa primeira apresentação na casa de rock Fofinho Rock Club, aqui em São Paulo. A qualidade do vídeo peca porque o cabeçote da câmera tava sujo, e eu nem pra limpar esse negócio antes do show. Mas acho que dá pra ter uma ideia do que é a banda.
Ah, o nome da banda é WC S/A. Aquele abraço...

04 maio 2009

Jogo do Corinthians

Pessoal, Me desculpem @s palmeirenses, são paulin@s, santistas e outr@s torcedores, além d@s "afutebolistas", mas ontem fui até o Estádio do Pacaembu (São Paulo) para assistir o jogo da final do Campeonato Paulista. Foi um prazer ver o Corinthians ser campeão invicto. Fiz dois videozinhos com a minha máquina fotográfica. Espero que gostem (ou não). Flw.
Gol do Corinthians Alguns monentos do primeiro tempo

26 abril 2009

A Beleza de Ser Criança

Pessoal, estou meio sem tempo, e meio desanimado, também, para escrever. Desculpem-me aqueles que acompanham meu blog. Mas, pra não dizer que não disse nada, quantas vezes gostaríamos de ser crianças novamente, inocentes e felizes, com um sentimento de segurança fora do comum? Fisicamente, pode não ser possível, mas sei que espiritualmente, em algum lugar nesse mar de teorias, convicções e incertezas, podemos nos sentir puros e livres novamente, como uma criança, debruçando-se e descansando nos braços do pai. Preciso me sentir assim. Ah, e a foto? Sou eu, com sabe-se-lá quantos meses... =]

25 março 2009

O calote - A remissão

Bom, pessoal, depois que postei aqui (e em algumas comunidades do Orkut) o meu caso envolvendo o vocalista Germán Pascual, da banda Narnia sobre o não-pagamento de um serviço de tradução. Gostaria de dizer que depois de todo o barraco, o Germán pagou a dívida, e nós conversamos bastante, desfizemos alguns mal-entedidos, e tudo está resolvido, agora. Como havia prometido pra ele, os contratos foram tirados do ar. Obrigado por suas orações e palavas de apoio.

24 março 2009

Tomar calote de evangélico virou comum - Como uma banda conhecida no meio cristão pode ser tão pilantra?

Há mais ou menos 20 dias, recebi uma mensagem no meu Orkut de um vocalista de uma banda cristã de metal internacional. Ele me adicionou no MSN e disse que precisava da tradução de um contrato, pois a banda iria fazer uma turnê no Brasil e ele precisaria de um contrato em português. Pois bem, combinamos tudo por MSN: ele me enviaria o arquivo, eu entregaria dia 10 de março último, e ele, ao receber o trabalho feito me pagaria via Paypal (achei justo, afinal, todo mundo paga só depois que vê o produto, não é mesmo?). Ele me enviou o arquivo, eu passei o orçamento (míseros 37 dólares) juntamente com meus dados pessoais (nome, endereço e telefone) na maior boa fé. Pedi para o indivíduo fazer o mesmo, mas ele não me mandou nada: nem endereço, nem telefone, nem nada. Eu me senti mal com isso, mas esperando só pelo lado bom, comecei a fazer o trabalho. Terminei o trabalho no dia 10 de março, como combinado, e enviei o arquivo, pedindo para que respondesse por email para dizer se gostou. Passaram-se 3 dias, e nada: o cara sumiu do MSN, não respondia emails e nem recados no Orkut. Até que um belo dia eu entro no meu Orkut e há um "depoimento", dizendo que infelizmente a banda não precisaria mais do meu trabalho pois ele descobriu que eles já tinham outro tradutor, e que também, ele não teria que pagar nada, uma vez que não iria mais precisar do meu trabalho. Eu fiquei indignado. Quando o cara precisou de mim, ficou no MSN o tempo todo, independentemente do fuso-horário (a Suécia tem um fuso-horário bem chato em relação ao nosso), e respondeu meus email prontamente. Agora, pra me dar satisfação sobre o trabalho, pagamento e afins, o cidadão some. Além disso, por que ele não me avisou antes de eu terminar o trabalho que não precisava mais da tradução? Ele esperou mais ou menos três dias depois da entrega do trabalho para dizer que não precisava mais Além do valor que eu receberia pelo trabalho (37 dólares - relativamente baixo, porém como diz a própria Bíblia, "o trabalhador é digno do seu salário" e eu me senti indignado, mesmo...), teve o inconveniente de eu passar um fim de semana trabalhando, tempo que eu poderia ter aplicado em outro trabalho ou assunto particular, mas que dediquei profissionalmente à tradução de tal contrato. Sei que isso aqui não é lista de reclamação, mas me senti à vontade para postar tal assunto aqui, porque direta ou indiretamente, isso diz respeito a cada um que ouve o som da banda em questão. Ah, ainda não falei o nome do caloteiro, né? O nome dele é Gérman Pascual, vocalista da banda Narnia. Eu sei que é idiota, mas eu nunca pensei que seria passado pra trás por pessoas que se intitulam "banda cristã", e que dão entrevistas e dizem aos quatro ventos que estão preocupadas em propagar o Evangelho de Cristo, quando na verdade tais pessoas são pilantras que passam para trás o próprio irmão em Cristo. Isso foi mais um desabafo, mesmo, mas fica aí um alerta: quando alguém aparentemente bom pedir ajuda, ou quiser contratá-lo, seja manso como a pomba, mas prudente como uma serpente, como dizia Jesus. Infelizmente, fui manso como uma pomba, e até fui meio bobo, pois dei até desconto, facilidade de pagamentos, levando em conta que era um "irmão comprometido com a obra", mas esqueci de ser prudente, e acabei tomando um calote desses lobos em pele de ovelha... Segue o conteúdo integral do contrato, pra não dizer que estou mentindo: Original: http://docs.google.com/Doc?id=dgbs35vh_188hmqfdpfh Minha tradução: http://docs.google.com/Doc?id=dgbs35vh_189gfxd42d6