12 dezembro 2008

Imigrantes bolivianos vivem como escravos em São Paulo

‘Morrer antes que viver como escravos’. Este é o lema da Bolívia, cantado no refrão do Hino Nacional do País. No entanto, é como ‘quase’ escravos que cerca de 50 mil bolivianos trabalham em fábricas de roupas em São Paulo.

Os imigrantes fazem turnos de até 16 horas em confecções de roupas nos bairros do Brás, Pari e Bom Retiro. O ambiente de trabalho é fechado, sem janelas e com pouca luz. Os bolivianos moram nas fábricas e precisam pagar tudo para o patrão, desde a máquina de costura que trabalham até a água, luz e comida. Por isso, acabam endividados e ‘presos’ nas confecções. Para garantir que os imigrantes não fujam, além de trancarem as portas das fábricas, os patrões ameaçam chamar a Polícia Federal para deportar aqueles em situação ilegal.

A Bolívia ocupa a 113ª posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, a pior da América do Sul, e vive uma crise política e econômica que força seus habitantes a imigrarem. Assim como os brasileiros que vão ilegalmente aos Estados Unidos, na ilusão de melhorar de vida, os bolivianos são recrutados por ‘coiotes’, que oferecem trabalho, moradia e um salário de 300 a 400 dólares por mês. As portas de entrada para o Brasil são as cidades de Corumbá (Mato Grosso do Sul), Cáceres (Mato Grosso), Guajará-Mirim (Amazonas, por via fluvial), Manaus (Amazonas, por via fluvial) e mais recentemente Foz do Iguaçú (Paraná), por onde entram ilegalmente pela Ponte da Amizade.

“Eles vêm porque a situação, apesar de precária no Brasil, chega a ser, muitas vezes, melhor que na Bolívia. Alguns poucos mandam cerca de cem reais por mês para a Bolívia, mas muitos ficam sem comunicação com os parentes de lá, o que facilita a vinda de mais bolivianos para São Paulo”, disse Paulo Illes, coordenador do Centro de Apoio ao Migrante, entidade ligada à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) da Igreja Católica.

De acordo com Illes, o sonho de todo boliviano é poder abrir a própria confeccção, algo que poucos conseguem. O Centro de Apoio ao Migrante, além de ajudar os estrangeiros com assistência jurídica, cursos profissionalizantes e apoio às famílias, também promove uma campanha para a regularização dos ilegais.

Existem três maneiras para o cidadão estrangeiro tornar legal a sua permanência no Brasil. Casando com um(a) brasileiro(a), tendo filho brasileiro ou se tiver pais brasileiros. Recentemente, houve um acordo assinado pelo Brasil e pela Bolívia, o tratado prevê a legalização de todos os bolivianos que chegaram no País antes de 15 de agosto deste ano. Até agora nenhum boliviano se legalizou ajudado por esse acordo por causa do alto custo, de aproximadamente R$ 1.200 por pessoa. “O acordo foi de interesse puramente econômico e não humano. Estamos fazendo um abaixo-assinado para o Governo diminuir esse valor, ou cobrá-lo por família. Pedimos a regularização para eles poderem mudar de vida”, afirmou Illes.

A imigração boliviana começou nos anos 60. Os árabes, donos das confecções, empregavam os coreanos que começaram a abrir suas próprias confecções e a contratar bolivianos. No começo, os bolivianos eram só empregados. Hoje alguns já são donos de fábricas. “Muitos bolivianos conseguem superar, se inserir na sociedade brasileira e trazer valores culturais para o Brasil”, contou Illes.

Mas não são só bolivianos que entram ilegalmente no Brasil para trabalhar nas confecções. Muitos paraguaios e peruanos também estão vindo. “Os paraguaios, geralmente, vão morar em favelas e os peruanos alugam quitinetes para seis ou sete pessoas”, explicou o coordenador do Centro de Apoio ao Migrante.

Para Illes, os bolivianos são desprezados pelos brasileiros. Antigamente, a colônia se reunia todos os domingos na praça Padre Bento, no Pari, para fazer festa, vender comidas típicas e se divertir. Porém, os moradores do lugar os expulsaram, acusando-os de bagunça e de sujar o espaço. Hoje, a praça Cantuta, também no Pari, é o lugar escolhido por eles para promover sua festa, todos os domingos. “É uma praça menor, mas a festa é bonita. Tornouse símbolo do desprezo brasileiro pela cultura diferente”, disse Illes.

Thiago Varella

Retirado do site da Universidade Metodista de São Paulo.

03 dezembro 2008

ATO DE REPÚDIO À CONDENAÇÃO DE MUMIA ABU JAMAL - DIA 06/12/08 - PRAÇA DA SÉ 10 H

QUEREM CALAR A VOZ DOS SEM VOZ

TODO NEGRO ENCARCERADO É UM PRESO POLÍTICO!

LIBERDADE IMEDIATA A MUMIA ABU-JAMAL!

ATO DE REPÚDIO

À CONDENAÇÃO DE MUMIA

PRAÇA DA SÉ – CENTRO, SP

6 DE DEZEMBRO, SÁBADO

A PARTIR DAS 10H

O negro jornalista e escritor de oposição, ex-militante dos Panteras Negras (Black Panthers Party), Mumia Abu Jamal, atualmente integrante do Move ("movimente-se"), uma organização de ativistas negros da Filadélfia, encontra-se encarcerado há 27 anos (desde 1981), condenado à morte por um suposto assassinado de um policial, em uma história muito mal contada.

Mumia tem sido perseguido pela polícia desde os anos 70. Há documentos que comprovam que o governo Federal, junto com o governo da Filadélfia (um dos mais racistas do mundo), se empenhou em perseguir o jornalista desde sua adolescência, quando já militava como radialista e assumia funções na Comissão de Informações do periódico dos Black Panthers. Sempre denunciou as injustiças e as práticas racistas do estado norte-americano, tendo uma militância caracterizada pela luta anti-racista, anticapitalista e anti-autoritária.

Há quase 30 anos, seu caso chama atenção como um dos maiores crimes políticos da história. Solidários, diversos grupos e movimentos que lutam contra o racismo em todo o mundo estarão manifestando o repúdio à condenação de Abu Jamal, contribuindo assim na resistência enfrentada pelo irmão no corredor da morte para provar sua inocência.

"EM DEZEMBRO DE 1981, A POLICIA TENTOU ME EXECUTAR NA RUA. ESTE JULGAMENTO ESTÁ ACONTECENDO PORQUE FALHARAM... O SISTEMA NÃO PERDE TEMPO! MAS UM DIA A CASA CAI!" Mumia Abu Jamal, em entrevista.

A execução de Mumia significa a derrota de todos os explorados e oprimidos do mundo!

Recentemente, a procuradoria distrital da Filadélfia pediu ao supremo tribunal dos EUA que voltasse a impor a pena de morte a Mumia. A aceitação desse pedido significa a vitória da burguesia racista sob a execução do militante, sem o direito de uma nova audiência. Este pedido têm o prazo até 19 DE DEZEMBRO, data na qual o governo deverá decidir se executa ou mantém a prisão perpétua do ativista e jornalista negro.
NÃO PODEMOS DEIXAR QUE EXECUTEM MUMIA.

UMA DAS REFERÊNCIAS NA LUTA CONTRA O RACISMO E DA LUTA ANTI-CÁRCERES!

CONTRA O RACISMO E A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO NEGRO!

LIBERDADE A TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

PELA RETIRADA DAS TROPAS DO HAITI!

ATO DE REPÚDIO

À CONDENAÇÃO DE MUMIA

PRAÇA DA SÉ – CENTRO, SP

6 DE DEZEMBRO - SÁBADO

A PARTIR DAS 10H

MOVIMENTO ANARCOPUNK DE SÃO PAULO (map_sp@yahoogrupos.com.br)

Grupo KILOMBAGEM (kilombagem@yahoo.com.br)

MNU - MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO (mnu.juventudesp@gmail.com)

SITES RELACIONADOS A MUMIA ABU JAMAL:

http://www.freemumia.org/ Movimento pela libertação de Mumia

http://www.abu-jamal-news.com/ - Organização de jornalistas solidários com o caso de Mumia

http://www.mumia.org/freedom.now - Organização de familiares e amigos de Mumia

** Pedimos às pessoas que tem o domínio da lingua inglesa, solidárias com o caso de Mumia Abu Jamal, que nos auxiliam na tradução das informações dos sites acima relacionados. As contribuições podem ser enviadas para o e-mail kilombagem@yahoo.com.br

(Texto enviado a mim por Denise Abramo: http://www.xicradecafe.blogspot.com)

02 dezembro 2008

The Crucified

Pessoal, decidi colocar aqui informações sobre uma das melhores bandas que já existiram na minha opinião: "The Crucified".

Uma das pioneiras no "Crossover" com letras e postura cristãs, essa é uma das bandas que você precisa ouvir (e porque não reverenciar) antes de morrer.

Segue um texto traduzido do Wikipedia. Espero que gostem

The Crucified

The Crucified foi uma banda americana de crossover thrash de Fresno, Califórnia formada em 1984. Sua última formação contou com Mark Salomon (voz), Greg Minier (guitarra), Jeff Bellew (baixo) e Jim Chaffin (bateria). A banda lançou dois álbuns de esúdio e três demos. Excursionaram pela Califórnia durante a maior parte da carreira e se apresentaram no Cornerstone Festival fora de Chicago algumas vezes. A banda terminou em 1993 devido a diferenças pessoais.

História

No final de 1984, o baterista Jim Chaffin, o guitarrista Greg Minier, o baixista Kirk Palmer e o vocalista Wayne Stonecipher começaram com uma banda chamada "K.G.B." em Fresno, Califórnia. Os quatro adolescentes se conheceram no colégio. O nome K.G.B. não tinha um significado em si. Os membros disseram que as letras soavam "legais". No início de 1985, a banda K.G.B. procurava por um novo vocalista devido à saída de Stonecipher. Minier pediu ao seu amigo Mark Salomon fizesse um teste como vocalista e Salomon, interessado na banda, aceito fazer o teste. Salomon foi aceito na banda depois de cantar algumas músicas que escritas ainda com Stonecipher. Devido à pressão dos amigos para que tivessem um significado por trás do nome K.G.B., a banda decidiu que a sigla significaria "Kids In God's Blessings (Filhos Nas Bênçãos de Deus). Não muito depois disso, os membros acharam que o nome era muito infantil, mudando-o para The Crucified. O nome foi dado por Minier após pensar em diversos nomes que serviriam para uma banda cristã. A banda escrevia sempre junto ao nome The Crucified o versículo bíblico de Gálatas 2:20, que diz "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim".

As Demos e The Crucified

Depois de quase um ano compondo e ensaiando na sala de estar de Palmer, a banda gravou 10 músicas em uma fita-demo com o nome de K.G.B. porém ela nunca foi distribuída. Logo depois, Kirk Palmer deixou a banda, sendo substituído por seu irmão Trevor. Em 1986, A banda The Crucified conseguiu juntar um pouco de dinheiro e gravou 15 faixas em uma fita intitulada Take up Your Cross já com o novo nome, The Crucified, e distribuíram a demo na sua área e por correio. "Nailed", a segunda demo da banda, foi gravada no ano seguinte e a banda se expunha cada vez mais.Logo após ter gravado "Nailed", os membros da banda terminaram o colégio e Palmer os deixou, sendo substituído por Mark Johnson. A banda grava então "Live at the New Order" em março de 1989.

Greg Sostrum assistiu alguns shows da banda e ofereceu aos seus membros um contrato de gravação com o seu novo selo, Narrowpath Records. Os rapazes aceitaram a oferta e começaram a gravar no Casbah Studios na Califórnia do Sul. O álbum de quinze faixas foi intitulado The Crucified. Ele foi lançado no formato de compact disc (CD), algo novo no final dos anos 1980. Depois do lançamento do disco, a banda começou a excursionar pela Califórnia, incluindo apresentações no Cornerstone Festival, bem como aberturas em aberturas de shows do D.R.I., G.B.H., e Pantera. Johnson foi mandado embora da banda devido a diferenças pessoais, e os rapazes começaram a procurar por um novo baixista. Chaffin respondeu a um anúncio de jornal publicado por Jeff Bellew, citando The Crucified como uma influência sua. Bellew integrou a banda e dirigia quatro horas desde a sua casa em So Cal até Fresno todo fim de semana para ensaiar. As viagens acabaram ficando muito caras e ele mudou-se para Fresno para poder ensaiar mais com a banda.

The Pillars of Humanity e a Suspensão das Atividades

Sostrum entrou em contato com Salomon, recomendando a Ocean Entertainment como um novo selo para a banda. Freddie Piro assitiu a banda tocar ao vivo e gostou muito do que viu. Piro pediu para produzir o próximo álbum da banda e eles aceitaram. A banda escreveu algumas músicas e gravaram The Pillars of Humanity. Durante os dois anos que se seguiram, a banda tocou pouco, mas foi atração principal de diversos shows, a maior parte deles em Orange County, Califórnia e nas imediações de Los Angeles, San Diego e Riverside. A banda The Crucified tocou com muitas bandas na Califórnia do Sul, entre eles Scaterd Few, Mortal, Vengeance Rising, Focused, P.O.D. e com o Prayer Chain - quase sempre com ingressos esgotados. Há um rumor de que o vocalista do Pantera Phil Anselmo queria que a banda abrisse a turnê do Vulgar Display of Power, mas como os demais membros da banda não se lembravam do The Crucified, a banda ficou de fora dessa turnê.

Na medida em que passaram se aprofundar no conhecimento de sua fé cristã, os membros da banda passaram a não se encontrar mais com tanta freqüência como costumavam. Em meados de 1993, Jim Chaffin conversou com Salomon, que a banda estava terminada. O The Crucified cancelou aqula que seria sua maior turnê, fazendo um show de despedida no Festival Cornerstone de 1995.

Atualização de 2008

Em Setembro de 2008, a banda conseguiu da Ocean Records os direitos sobre a sua música e está preparando um box a ser lançado no começo de 2009. A banda também passou a oferecer camisetas com novas estampas no site Zambooie.

Membros

Úlitma formação

Formação original

  • Wayne Stonecipher: vocal (1984)
  • Kirk Palmer: baixo/teclado (1984-1985)
  • Trevor Palmer: baixo (1985–1988)
  • Mark Johnson: baixo (1988–1989)

Discografia

Álbuns de estúdio

The Crucified

  • Lançamento: 1989
  • Selol: Narrowpath
  • Formato: CD, K-7

The Pillars of Humanity

  • Lançamento: 1991
  • Selo: Ocean
  • Formato: CD, K-7

Demos

Take up Your Cross

  • Lançamento: 1986
  • Selo: independente
  • Formato: K-7

Nailed

  • Lançamento: 1987
  • Selo: independente
  • Formato: K-7

Live at the New Order

  • Lançamento: 1989
  • Selo: independente
  • Formato: K-7

Nailed/Take up Your Cross

(Texto escrito originalmente em inglês. Retirado do Wikipedia. Traduzido por mim (Amauri) em 2 de dezembro de 2008.) http://www.crucifyd.com/crucified/index.html - Site interessante e relativamente bem completo com fotos, discografia e local para comprar camisetas da banda.

01 dezembro 2008

Santa Catarina - O Estado Sob as Águas

Hoje, Segunda-Feira, 1º dia do mês de dezembro. Enquanto bilhões de pessoas em todo o mundo se preparam para dar e receber presentes, para celebrar o consumismo desenfreado (e alguns poucos, é claro, que ainda se lembram de celebrar o nascimento do Cristo), pessoas bem próximas de nós (se comparado ao resto do mundo) não têm praticamente nada a comemorar. Pelo contrário, têm muito a se lamentar, pois há mais oumenos uma semana passam pela maior dificuldade que poderiam imaginar. Em meio ao caos da fúria da natureza, moradores de diversas cidades de Santa Catarina, em especial os da região do Vale do Itajaí, tentam se recuperar do estrago feito pelas chuvas em suas casas e comércios. Eu, como estava viajando em lua de mel, não sabia de nada. Porém hoje o Silas me enviou um texto sobre uma garota que se ofereceu para ajudar os moradores de sua região (Blumenau). Foi aí que comecei a procurar notícias sobre o que tinha acontecido/estava acontecendo e fiquei estarrecido com as notícias e imagens que vi nos jornais. São centenas de mortos (segundo a Folha online, 114 mortos e 19 desaparecidos), além dos milhares de desabrigados e desalojados. A população precisa de ajuda. A sensação que têm é de total abandono. É claro que é um sentimento irreal, pois muita gente já ajudou, e muitas continuam a ajudar, porém, vendo as imagens e lendo os relatos, é possível saber porque as vítimas de tal catástrofes se sentem assim. Eu simplesmente não agüentei: chorei a manhã toda. Porém, só chorar não adianta. Temos que nos mobilizar. Segue um texto sobre a garota Susana de Blumenau que se propôs a ajudar. Em seguida, há alguns endereços e locais, principalmente para nós de São Paulo, onde podemos levar nossas contribuições. Vamos aproveitar esse momento para mostrar o que o cristianismo não é só o maior causador de guerras e mortes em todo o mundo, mas que ele também pode ser um catalisador de ajuda e boa-vontade.
Salve Susana, salve os pés e as mãos de Deus!! (por Silas Fiorotti) - http://disturbiossociais.blogspot.com
É muita dor causada por essa tragédia. Muitos perderam tudo, perderam toda sua família. E diante de episódios como este não é incomum encontrarmos solidariedade e compaixão. Eu recebi um convite a solidariedade mínima. Ou seja, pelo menos dizer que eu me sensibilizo com os catarinenses neste momento. Nem que seja só um pequeno e insignificante texto. Mas que este ato nos estimule a fazer ligações, mandar mensagens, doações, entre outras coisas. Para de alguma forma encorajarmos e animarmos essa gente. Lembro que essas fatalidades não poupam ninguém, elas não distinguem crentes de incrédulos, clérigos de leigos, cultos de incultos, ricos de pobres. Talvez elas até despertem nosso lado mais humano e solidário. Porque com certeza é a compaixão que nos faz humanos. Na verdade eu não sei direito o que escrever. Uma oração: "Pai eterno tenha misericórdia dessa gente sofrida. Sei que o senhor não planejou nada disso e neste momento também chora e sofre junto. Essas fatalidades acontecem, mas também somos de alguma forma responsáveis por elas. No entanto ainda não consigo entendê-las. Creio que ainda não tenho fé suficiente para enxergar o lado potencialmente bom delas, talvez eu não tenha mesmo sofrido o bastante pra entender. E por isso peço que não deixe-os enxergar apenas a lama e a destruição. Mas mostra-lhes que apesar de tudo o senhor não os abandonou. Sopra sobre as cinzas da desgraça e faz a brasa quase apagada da esperança virar chama novamente. Amém!" E antes mesmo da minha oração Deus já vinha soprando. A estudante Susana Soares de Blumenau diz: "eu dei minha conta do banco, porque assim podemos ir nos mercados e comprar coisas especificas que estão faltando: absorvente feminino, calcinhas, cuecas, toalhas...e ai vai!! Pessoal quem puder ir nos abrigos mais proximos ou a furb ajudar de alguma forma, seja no aconselhamento ou na separação de roupas, tem muito trabalho a fazer, sinto lhes dizer, mas muitos pensam que na semana que vem a cidade voltará ao normal, isso é uma grande ilusão galera, vamos encarar a realidade isto tudo vai demorar muito tempo! Quem tiver ideias ou precisando de algo vamos nos comunicando!" Susana Soares (Blumenau/SC) - susanabnu@hotmail.com - Caixa Econômica - Ag. 0411 - Poupança 00239609-9 - Op. Var. 013 Salve Susana, salve os pés e as mãos de Deus! Vítimas de SC precisam de ajuda; prioridade é dinheiro para movimentar a economia (da Folhaonline.com)
A Defesa Civil de Santa Catarina orienta as pessoas dispostas a realizar doações para as vítimas das chuvas no Estado que dêem prioridade às doações em dinheiro como forma de movimentar a economia local. Além do dinheiro também são necessários alimentos que não precisem de preparo --como achocolatados, água de coco e biscoitos-- e produtos de higiene pessoal. No último balanço da Defesa Civil, divulgado na noite de domingo (30), foram totalizados 800 toneladas de alimentos doados, além de um milhão de litros de água e 60 toneladas de roupas. Os produtos foram distribuídos em abrigos e diretamente na residência de pessoas atingidas pelas chuvas.

Segundo orientação da Defesa, todas as doações arrecadadas devem ser encaminhadas às Defesas Civis estaduais, que estão trabalhando de forma articulada com a Secretaria Nacional da Defesa Civil.

Em dinheiro, foram recebidos, até o último balanço, R$ 3,6 milhões que vão ajudar as cerca de 1,5 milhões de pessoas atingidas. Na manhã desta segunda-feira, eram registrados 27.410 desabrigados e 51.297 desalojados. As chuvas também deixaram 114 mortos e 19 desaparecidos.

As doações em dinheiros podem ser feitas nas seguintes contas:

- Itaú - Agência 0289, conta corrente 69971-2; - Caixa Econômica Federal - Agência 1877, operação 006, conta corrente 80.000-8; - Banco do Brasil - Agência 3582-3, conta corrente 80.000-7; - Besc - Agência 068-0, conta corrente 80.000-0; - Bradesco Agência 0348-4, conta corrente 160.000-1 - Sicoob/SC - Agência 1005, conta corrente 2008-7 - Sicred - Agência 2603, conta corrente 3500-9 - Santander - Agência 1227, conta corrente 430000052

Em nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ - 04.426.883/0001-57

A Defesa Civil alerta que não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio.

Postos de doações

O posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Biguaçu, na região da Grande Florianópolis, está recebendo doações de alimentos não-perecíveis para as vítimas da enchente. A mercadoria arrecadada será entregue à Defesa Civil Estadual.

O Beto Carrero World, no litoral norte do Estado, também montou uma base de arrecadação de alimentos, roupas, medicamentos, colchões e cobertores na entrada do parque. A assessoria de comunicação informou que qualquer doação pode ser enviada à rua Inácio Francisco de Souza, 1.579, na Praia da Aclimação, na cidade de Penha. O telefone é (0xx47) 3261-2222.

As secretarias regionais da região do Alto Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e Timbó) também montaram bases de arrecadação e distribuição. As pessoas interessadas em doar materiais devem ir nos seguintes locais:

- Colégio Victor Hering Rua Antônio Cândido Figueiredo, 399, Bairro Vila Nova --Blumenau;

- Fenarreco Rodovia SC-486, próximo à Havan, centro --Brusque;

- Parque da Marejada Av. Vicotr Konder, s/n, Bairro Fazenda --Itajaí;

- Arena Multiuso Jaraguá Rua Gustavo Hagedorn, s/n, Centro --Jaraguá do Sul;

- Colégio Osvaldo Aranha Rua Lindóia, Bairro Glória --Joinville;

-Depósito da Secretaria Regional Rua Nereu Ramos, 913, Centro --Timbó.

Doação de Sangue

A Secretaria de Estado da Saúde também alerta para a necessidade de doações de sangue. Entre a segunda (24) e a quarta-feira (26), a demanda por transfusões de sangue mais que dobrou no Centro Hemoterápico de Blumenau.

A secretaria divulgou a relação de locais onde é possível realizar doações de sangue. O horário de atendimento nos postos é das 7h30 às 18h30.

- Hemoesc Florianópolis Rua: Othon Gama D'eça, 756, centro --Florianópolis. Contato: (48) 3251-9711

- Hemocentro Regional de Chapecó Rua São Leopoldo, 391, Quadra 1309, bairro Esplanada --Chapecó. Contato: (49) 3329-0550

- Hemocentro Regional de Joaçaba Avenida 15 de Novembro, 23, centro --Joaçaba. Contato: (49) 3522-2811

- Hemocentro Regional de Lages Rua Felipe Schmidt, 33 --Lages.

- Centro Hemoterápico de Blumenau Rua Marechal Floriano Peixoto, 300, anexo ao hospital Santa Isabel, no centro de Blumenau.

Para doar, é necessário, entre outros itens, ter entre 18 e 65 anos, estar em boas condições de saúde e evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação.

São Paulo

A Cruz Vermelha Brasileira e a Comdec (Coordenadoria Municipal da Defesa Civil-SP) anunciaram a criação de postos para arrecadar doações para as vítimas das chuvas que atingem Santa Catarina.

A arrecadação vai funcionar 24 horas na sede da Comdec --na rua Afonso Pena, 130, no bairro Bom Retiro--, e na sede da Cruz Vermelha Brasileira --na avenida Moreira Guimarães, 699, no bairro de Indianópolis, na região da Saúde (zona sul de SP). As defesas civis das subprefeituras receberão doações em horário comercial.

Os postos vão receber doações de roupas, calçados, cobertores, fraldas, água potável, material de higiene, alimentos não perecíveis, entre outros. Entre ontem e hoje, a Cruz Vermelha Brasileira recebeu mais de dez toneladas de doações, que serão levadas nesta sexta-feira (28) à Defesa Civil de Santa Catarina.

Além da sede da Cruz Vermelha Brasileira, é possível fazer doações nos seguintes postos da entidade (horário comercial):

- Colégio Santo Ivo Rua Paço da Pátria, 1705, Alto da Lapa

- Iolanda e Marcelo Avenida Henrique Franco, 135

- Limoeiro - São Miguel Paulista pelo fone: 2025-7369

- ACM - Associação Cristã de Moços Avenida das Flores, 453 - Jd. das Flores --Osasco

- Restaurante Mostarda Av. Luis Carlos Berrini, 483, Brooklin Novo

- Escola Oriental de Massagem e Acupuntura Avenida Dioderichen, 1000, Jabaquara próximo ao metro Conceição

- Felicita Beauty Rua Dr. Cesário Mota Jr, 383, Vila Buarque Consolação

- Supermercado Papini, Avenida Professor Papini, 232, Cidade Dutra

- Condomíno Jd. Office Tower Alameda Joaquim Eugênio de Lima, 881, Jardins

A Força Sindical Nacional também está recebendo doações. Eles pedem às aos sindicatos e federações que colaborem com alimentos não perecíveis, roupas, água potável, artigos de higiene e calçados. A Força montou um posto de arrecadação em sua sede em São Paulo, na rua Galvão Bueno, 782, na Liberdade.

O São Paulo Futebol Clube realizará um mutirão de arrecadação entre esta quinta-feira e o sábado (29). A arrecadação acontecerá no portão 1 do Estádio do Morumbi, das 8h às 20h. No domingo (30), dia da partida entre o São Paulo e o Fluminense, todos os portões de acesso ao estádio receberão doações, desde a abertura até o intervalo do jogo.

A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também receberá doações de alimentos não perecíveis, roupas e cobertores nas estações de trem de maior movimento em São Paulo: Luz, Brás, Barra Funda, Osasco, Santo Amaro, Santo André.

As doações ocorrem a partir das 15h desta sexta-feira (28). A empresa se responsabilizará pelo transporte das doações, que serão entregues à Defesa Civil de Santa Catarina. As doações podem ser depositadas nas caixas instaladas nas estações ou entregues a um agente operacional.

Água Potável

A Polícia Militar de São Paulo também está recebendo doações. A prioridade, segundo a assessoria da PM, é para a arrecadação de água potável. Para doar, basta procurar um Batalhão da Polícia Militar mais próximo de sua casa. A relação completa está no site da Polícia Militar.

Também é possível realizar doações no Depósito do Fundo Social da Solidariedade em São Paulo, na avenida Marechal Mário Guedes, 301, Jaguaré (das 9h às 16h).

Roupas

O campus da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) de Balneário Camboriú (SC) está confeccionando roupas de cama e camisetas para as vítimas das chuvas na região. A universidade precisa de voluntários para ajudar na confecção das roupas, além de doações de matéria prima como malha, tecidos, elástico e embalagens plásticas.

A Univali observa ainda que os voluntários não precisam saber costurar. Eles podem ajudar no corte, etiquetagem e embalagem das peças. O laboratório de Modelagem e Vestuário fica localizado no bloco 9 do Campus Balneário Camboriú --na quinta avenida, s/n, bairro dos Municípios-- e vai funcionar das 8h30 às 20h. Mais informações pelos fones (47) 3261-2351 ou (47) 3261-1292 ou (47) 3261-1358.

Outros Estados

A Cruz Vermelha Brasileira também está recebendo doações para as vítimas das chuvas de Santa Catarina em outros Estados. O endereço das outras filiais estão no site da entidade.

Recomendações da Defesa Civil

A Sedec (Secretaria Nacional de Defesa Civil), vinculada ao Ministério da Integração Nacional, divulgou nesta quinta-feira uma lista de orientações para os interessados em ajudar. Segundo o órgão, a idéia é evitar problemas gerados pela "doação desorganizada" como a não correspondência das doações com as necessidades reais dos atingidos.

Veja as recomendações:

-Antes de efetuar doações procure informações de necessidades levantadas pela Defesa Civil do seu Estado ou município, ou em quartéis de Bombeiros ou Polícia Militar, por exemplo;

-Atentar para a qualidade do material doado;

-Estabelecer uma comunicação eficaz entre o doador e autoridade de Defesa Civil local onde ocorreu o desastre;

-Consultar as autoridades que estão gerenciando a situação para averiguar a real necessidade de doação de gêneros e da quantidade, antes de iniciar qualquer campanha de arrecadação.

3ª Aproximação Despretensiosa de Cristãos Libertários - São Paulo - SP

E será no próximo sábado, a partir das 18h30, a terceira APROXIMAÇÃO DESPRETENSIOSA DE CRISTÃOS LIBERTÁRIOS da cidade de São Paulo. Como já é de costume, nos reuniremos em frente ao Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, 100, próximo à Estação Vergueiro do Metrô. Esta é uma reunião que, como diz o nome, é despretensiosa, porém longe de ser uma reunião sem propósitos. O propósito do nosso encontro e o compartilhamento de experiências e da confraternização e convivência entre irmãos debaixo de um mesmo propósito, a interpretação libertadora da vida através do Evangelho de Cristo, longe do engessamento característico da instituição eclesiástica. Segundo o que me foi passado sobre a última reunião, contamos com algumas pessoas e o assunto básico tratado foi uma leitura popular da Bíblia. Entre os assuntos, se destacaram alguns, como:
  • A Bíblia é, além da palavra de Deus, um reflexo da Vida, do cotidiano, à medida que destaca não apenas os pontos positivos do homem (e suas atitudes e conseqüências), como também suas fraquezas;
  • A Bíblia é a palavra de Deus, mas sua palavra não é expressa apenas por ela (também se manifesta na natureza, etc)
  • O método Ver, Julgar e Agir, como forma de entender a ação reveladora de Deus na observação da Bíblia e do nosso cotidiano.
Além disso, discutiram-se algumas propostas propostas de ação sugeridas por alguns colegas que não estavam presentes (pregações em locais públicos, panfletagens, intervenções em eventos, etc). Caso se interesse em se manter atualizado sobre o que rola nas reuniões, bem como conhecer nossas ações, propostas e tudo o mais, envie um e-mail para disturbiossociais@gmail.com para que o Silas (disturbiossociais.blogspot.com) o adicione em nossa lista de e-mails. Mas, acima de tudo, conto com a sua presença lá na nossa terceira aproximação despretensiosa. Segue o flyer da reunião:

17 novembro 2008

Violência e justiça

Ontem estava andando pela Lapa (SP), ali na Rua Nossa Senhora da Lapa com a Sandra. Estávamos indo buscar nossas fotos tiradas por ocasião do nosso casamento civil. Íamos subindo a ladeira, tudo estava sossegado: a rua tinha algumas poucas pessoas, a maioria das lojas estava fechada. Somente as lojas de departamento, mercenárias e que não querem perder um segundo de dinheiro, estavam funcionando. Foi aí que vi um pivete que aparentava mais ou menos uns 8 anos descendo a rua na maior velocidade, e um rapaz, que aparentava ser chinês (ou coreano, não sei bem) vindo atrás dele na mesma velocidade. Logo, concluí que se tratava de um assalto. Tive alguns segundos para pensar "agarro, passo uma "rasteira", dou um tapa, um chute... Decidi agarrar o moleque. Parecia ser o mais sensato a fazer. Nem bem agarrei o rapazinho, todo sujo, como é de costume a esses meninos que moram na rua, o oriental chegou e foi pra cima do menino. Tudo certo, afinal, o cara tava com raiva. Tudo certo, se o japinha não tivesse uma faca na mão! Tá bom: não era uma faca que se diga "nossa, o Rambo usou uma dessas pra acabar com os vietnamitas"; era uma faca dessas de "serrinha", de cabo meio branco, meio amarelado (acho que é o que o pessoal chama de "creme"; sou ruim com cores intermediárias...), mas era uma faca, pôxa! Na hora eu soltei o menino e agarrei o rapaz que estava com a faca, e ele tentando cortar o menino. Ele ia matar o pivete! Tentamos (eu, a Sandra, e mais alguns que estávam por ali), e conseguimos desarmá-lo. Graças a Deus, evitamos que o pior acontecesse. Levaram o pivete embora e nós subimos a rua com o oriental, seu pai e mais uma pessoa que estava por lá. Aí eles contaram que aquele pivete rouba a lanchonete deles todos os dias, e que o japinha ficou revoltado e saiu correndo atrás do moleque, disposto a matá-lo. No fim, nada foi resolvido, mas eu fiquei pensando na situação. De um lado, tínhamos o pivete, que, pela impunidade, juntamente com a vida miserável que leva, não tinha medo de morrer, ou se tinha, esqueceu totalmente tal medo na hora de roubar. Ele rouba todos os dias, seja pra soviver, seja pra alimentar algum vício (que não deixa deser uma forma de sobreviver - ou seria "subviver"?). Do outro tínhamos o rapaz da lanchonete que, cansado de ser roubado todos os dias, e desacreditado da falsa segurança que o Estado promete, decidiu fazer a justiça com as próprias mãos. Nessa situação, me perguntei: "e aí, qual é o certo?" Eu devia ter deixado o chinês acabar com a vida do pivete, ou pelo menos tê-lo deixado ferido, para ver se "aprendia", ou agi certo, zelando pela vida de um trombadinha mal-agradecido que, com certeza, se tiver uma chance, me assalta também, quem sabe até para se vingar do susto que ajudei a dar nele? Eu não sei, sinceramente, como responder. Por enquanto acho que fiz o correto. Ninguém tem direito de aplicar a justiça, a não ser Deus, creio eu, mas até quando situações como essas irão continuar a acontecer? Sei que temos que educar para que as futuras gerações sejam diferentes desta, mas com a conscientização de meia-dúzia de pessoas, será impossível conseguir algo concreto. É dessa forma que vejo a civilização continuando como sempre foi: violência, miséria, justiça falha e Estado corrupto. Se alguém tiver alguma opinião que pelo menos nos faça sonhar com um futuro diferente, me conte...

14 novembro 2008

Ferro na boneca

"Jovens são acusados de estupro e de divulgar vídeo na internet Três jovens de classe média -dois de 18 anos e um de 16- são acusados de estuprar uma menina de 15 anos e de divulgar as imagens do crime, filmado por eles próprios, pela internet. O estupro, segundo a polícia, ocorreu durante uma festa no pequeno município de Joaçaba (SC), a 419 km de Florianópolis. Os dois jovens de 18 anos, um deles estudante universitário, foram presos na quarta. No mesmo dia, o rapaz de 16 anos foi encaminhado a um centro para adolescentes infratores." (Folha de S. Paulo - Cotidiano - Sexta-feira, 14 de novembro de 2008.) Ferro na boneca Meu presente de 18 anos, fui em mesmo quem me dei. Poderia ter pedido qualquer coisa ao papai; eles me dariam. Poderia ter feito uma viagem, conhecido novos lugares novas pargens. Mas decidi algo mais simples, e tinha que ser em uma festa, com meus amigos. Uma boneca. Uma dessas, de sex-shop. Mas não era uma boneca comum. Já tinha ouvido falar de bonecas assim, acho que vindas do Japão, ou de algum outro país desses onde os homens gostam de brincar com bonecas, transar com crianças e se casarem com personagens de animé. Era uma boneca gostosa, mesmo. Dei parte do dinheiro aos meus amigos - o resto eles fizeram questão de pagar - e pedi uma boneca que aparentasse uma adolescente. Eles me disseram que no catálogo dizia 15 anos. É, o rosto era de quinze anos, sim, mas o corpo, ah, o corpo... Tinha um corpo de 25 anos. Parecia uma atriz: loira, lábios carnudos, peitos grandes, cintura fina e bunda perfeita. Seus olhos lembravam algo entre inocência e desejo, algo que provocava. Não sei se essa sensação era por eu ter bebido um pouco além da conta, mas ela parecia muito ser de verdade. Porém, logo meus amigos me lembraram, "é só uma boneca, seu idiota, vai logo, porque a gente já vai filmar". Eu até achei estranho, porque os dois estavam ali, tão excitados quanto eu. O Marquinho tinha 16 anos e era o pior deles, parecia um pitbull no cio (um outro amigo meu disse outra vez que um pitbull bolinou na perna dele; ele sentia vontade de chutar as bolas do cão, mas tinha medo de tomar uma mordida...). O Rico estava com o celular, um desses smart phones, com boa resolução. Ele também tinha feito 18 anos fazia pouco tempo e ganhou o aparelho de presente; estava louquinho pra estrear o brinquedo com algo que valesse a pena. A gente queria fazer algo bem realista, como aqueles filmes gringos. Então pensamos "nada melhor do que o banheiro". Arrastamos a garota, quero dizer boneca, para o banheiro e eles começaram a filmar. O engraçado é que havia horas em que ela parecia resistir, como se eu a estivesse estuprando-a. Mas não podia ser. Ela era minha. Eu era um rapaz, forte, de família boa, e tinha dinheiro. Ela era apenas um brinquedo. Eu e meus amigos tinhamos comprado-a. Ela era nossa... Puxa, mas como ela parecia de verdade! Era quente, cheirosa, flexível, como uma garotinha. É claro que tinha horas em que ela parecia estar bêbada, também. Aí, meu Deus, eu estava muito bêbado, mesmo! Achar que uma boneca, um objeto, fosse uma garota, e que ainda por cima estava bêbada! Na verdade, eu não sabia muito bem como uma garota era. As únicas que tinha visto mais de perto foram as das revistas. Mas eu imaginei que uma garota fosse assim. Eu transei com ela. Minha garota. Uma boneca. Eles filmaram tudo. O Marquinho também tirou sua casquinha, depois de mim é claro. O moleque parecia um animal, e não parecia ser a sua primeira vez. Ele era selvagem e parecia que ia rasgar a boneca no meio. Penetrou todos os orifícios do corpo dela sem sentir a menos das piedade. Senti-me pequeno perto daquele garoto. Depois de mais ou menos meia hora, levamos a boneca para a sala e a colocamos lá, nua, jogada no sofá. Todos achavam impressionante, não sei se tinham bebido tanto quanto eu, mas todos chegavam a achar que era uma menina de verdade. Todos fotografaram, filmaram. Muitas dessas filmagens foram parar na internet, juntamente com a filmagem do Rico. No outro dia, os adultos da cidade souberam das fotos, viram os filmes, e acharam repugnante. "Não deveríam ter feito isso", disseram nossos pais, "se expor daquela forma mancharia a reputação da família e da cidade. Eu nunca vou entender a geração dos meus pais. Lutaram contra o fim da ditadura, da censura, pelo "faça amor, não faça guerra", e agora que temos essa liberdade toda, nos censuram com seu banho de moralidade. Imagine se tivéssemos feito algo com uma garota de verdade, daquelas menininhas lá da escola do Marquinho. Ah, como são gostosinhas, aquelas bonequinhas...
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13 novembro 2008

Cada um tem a chuteira que merece...

Sei que a piada deve ser velha,mas o importante é que eu só vi a figura hoje. Tenho a "mania" de pegar as piadas que me mandam por e-mail, jogar em uma pasta e depois, bem depois, vou lê-las. Foi aí que encontrei a figurinha a seguir. Ela fala por si só...

12 novembro 2008

O guia do preguiçoso produtivo

Escrito originalmente em inglês por Jonathan Mead, retirado do blog Zen Habitsem inglês. (Título original: “The Lazy Man’s Guide to Getting Things Done”)

Qual seria a sua reação se eu disse que você pode ser totalmente preguiçoso e irresponsável, e mesmo assim conseguir realizar muitas coisas? E se você pudesse ficar todo folgadão, de bobeira por aí sem fazer nada, e mesmo assim conseguir realizar mais do que a média das pessoas conseguem? Essa é uma arte, mas você pode dominar tal habilidade com um pouco de prática.

Algumas dicas aqui parecerão muito trabalhosas, porém esse é o preço a se pagar para poder ficar ocioso o dia todo.

1. Seja eficaz.

O bom preguiçoso sabe o valor do trabalho duro. E ele também sabe que pode fazer tudo mais fácil e mais proveitosamente se fizer de maneira eficaz. Isso significa: manter o foco naquilo que importa. O que é mais importante para você, organizar suas cuecas para que fiquem todas guardadinhas combinando as cores e modelos, ou escrever aquele livro sobre dominação mundial do qual você já fala há 12 anos?

Mantenha o foco na eficácia, em vez de tentar fazer tudo perfeitamente. Deixe tudo correr por conta própria, deixe que a casa fique um pouco bagunçada, permita que sua mesa seja menos organizada. Deixe de verificar sua caixa de entrada de e-mails por um dia. Faça o que for possível para manter o foco naquilo que realmente é importante.

2. Faça sua pesquisa.

Isso pode não parecer algo que pessoas preguiçosas gostem de fazer, mas é essencial se você quer gastar bastante tempo fazendo aquilo que, obviamente, realmente gosta de fazer. Se quer trabalhar menos, é importante fazer sua pesquisa. Estude as tendências, siga os principais movimentos do seu setor de trabalho.Se você conhecer o lugar e a hora certa de agir, é possível ficar quilômetros à frente daqueles que simplesmente trabalham pra caramba esperando que as coisas saiam bem.

3. Haja por instinto.

Pessoas que trabalham muito e conseguem pouco passam tempo demais pensando sobre a melhor forma de agir. Elas planejam e maquinam incessantemente. O que acaba acontecendo é que o resultado sempre sai da forma que NÃO imaginaram. O preguiçoso sabe que planejar é útil, mas que esse recurso é quase sempre supervalorizado. É melhor agir por instinto do que ter um plano altamente detalhado que você simplesmente irá jogar fora mais tarde.

4. Conheça pessoas.

Um camarada esperto e preguiçoso sabe a importância das conexões. Ele sabe que pode conseguir muito mais ajudando os outros e cooperando. Nem sempre o que importa é o que você pode fazer, mas sim “quem você conhece”. Se puder manter o foco em ajudar os outros sempre que possível (sendo um elo importante) você criará conexões importantes facilmente com outras pessoas. É sempre muito mais fácil conseguir ajuda de alguém que você já tenha ajudado um dia.

5. Livre-se das reuniões e de tudo aquilo que não tem importância.

As reuniões são normalmente improdutivas e uma perda de tempo para todos. Elas são quase sempre irrelevantes para a maioria das pessoas envolvidas. O objetivo da maioria das reuniões pode ser comumente alcançado mandando-se um e-mail ou simplesmente fazendo-se uma ligação. Se a reunião não exigir uma tomada de decisão de alto nível e estratégica, esteja fora dela sempre que possível.

Sempre que for possível, identifique aquilo que não funciona. Há certas coisas que simplesmente não fazem muita diferença se você gastar muito ou pouco tempo com elas. Há também coisas com as quais não é necessário gastar nenhum tempo. Tente manter o foco naquilo que produza os maiores resultados. Jogue fora todo o resto.

6. Mantenha o foco em pouca coisa.

Se você é preguiçoso como eu, provavelmente não vai querer perder tempo com coisas que não são realmente eficazes. É bem melhor trabalhar em uma idéia fantástica do que em 20 outras idéias medíocres. Mantenha o foco em produzir menos. Não sacrifique a qualidade para satisfazer uma demanda arbitrária.

7. Deixe que as coisas aconteçam.

Tentar fazer com que as coisas saiam do seu jeito não é só estressante, mas também não é muito inteligente. É melhor ir lidando com as situações do que tentar dirigi-las como um ditador. Tente deixar as coisa acontecerem em vez de fazer com que aconteçam. Lembre-se que um pequeno leme pode guiar até o maior dos navios.

8. Não faça aquilo que funciona.

O destruidor de sonhos número 1 é fazer aquilo que funciona. Seguimos um modelo daquilo que funciona para os outros. Escalar os degraus corporativos pode funcionar, sim, mas isso não significa que essa seja uma boa idéia para você. Se você é esperto e quer ser preguiçoso, você seguirá o seu próprio caminho. Você caminhará no seu passo, em vez de tentar trilhar um caminho comprovado de eficácia.

É bem mais fácil andar no seu ritmo exclusivo do que se forçar a entrar em um molde arbitrário.

Pode parecer que para conseguir tudo isso seja necessária muita dedicação, e realmente é assim. Mas essas dicas também permitirão que você tenha tempo livre para ser tão preguiçoso ou improdutivo quanto queira.

Artigo escrito pelo colaborador do blog Zen Habits Jonathan Mead do blog Illuminated Mind. Para conhecer mais formas de defender a sua preguiça, faça uma assinatura gratuita do blog Illuminated Mind (em inglês).

Leia quando puder: Como não fazer as coisas pode fazê-lo mais produtivo (How Getting Nothing Done Can Make You More Productive – em inglês).

11 novembro 2008

20 outubro 2008

Ajude uma criança a sorrir - Operação Sorriso

Hoje recebi um daqueles e-mails que indicam lugares que fazem cirurgias gratuitas, dessas mensagens que vira-e-mexe aparecem nas caixas de entrada. O texto dava um telefone do Rio de Janeiro e dizia que uma tal associação AMPLA estava recrutando 125 crianças com fissura lábio-palatal (popularmente chamado "lábio leporino") para fazerem cirurgias reparativas gratuitamente. Procurei na Internet a tal associação, mas não encontrei nada. Contudo, encontrei o site da "Operação Sorriso", uma ONG gringa que trabalha com cirurgias desse tipo, além de promover o ensino sobre o assunto. Essa associação está entrando agora no Brasil, e procura pessoas que possam ajudar com dinheiro ou se voluntariando nos projetos (médicos, principalmente). Caso esteja interessado, não deixe de visitar o site e saber mais sobre o trabalho desses caras. Operação Sorriso Brasil: http://www.operacaosorriso.org.br

Caminhando e cantando...

Hoje está sendo um dia meio-parado. Por enquanto, nada de trabalho. Isso poderia ser muito bom, caso eu ganhasse um salário fixo, mas no meu caso não é muito bom, uma vez que ganho por produção. Entretanto, nem tudo está perdido: vou aproveitar o ócio para escrever algumas linhas sobre tudo, ou nada, ou sobre sei lá o quê... Tenho andado bastante ultimamente, caminhando pelas ruas da Cidade. Como estou trabalhando no Centro de São Paulo com horário fixo (tá, nem é tão fixo assim), estou conseguindo colocar um pouco de ordem na minha vidinha. Como os ônibus de São Paulo, assim como todo o tráfego da cidade, estão um caos. com gente saindo pelo ladrão, resolvi inovar regredindo tecnologicamente: tenho feito o percurso casa-serviço-casa à pé. É um percurso de mais ou menos 1 hora e 40 minutos (1:40 ida + 1:40 volta). "Uma hora é quanrenta? Você é maluco!", muitos poderiam dizer, e devem estar dizendo neste momento. Mas o fato é que, depois de tantas invenções, o homem esqueceu que tem perna, músculos e fôlego. Eu simplesmente resolvi tomar de volta aquilo que me pertence, a liberdade de andar sem ser esmagado por pessoas ou massacrados por outros carros nas avenidas. Além disso, milhares (para não dizer "milhões") ficam duas, três, quatro horas ou mais dentro de uma academia, pagando por aquilo que poderíam fazer se fossem menos dependentes da tecnologia. Quero deixar bem claro aqui que não tenho nada a ver com essas pessoas que não gostam da tecnologia. Pelo contrário: gosto de todas as novidades tecnológicas, sejam na área da informática ou em outros campos. Porém eu tenho tentado fazer o "uso consciente" da tecnologia, colocando cada coisa no seu devido lugar. Quantas vezes as pessoas passam horas, como já disse, em uma academia, andando em uma esteira, enquanto poderiam estar caminhando livremente pelas ruas? Pois eu decidi caminhar. Além de ser um bom execício, você aproveita para ver pessoas, "re-conhecer a cidade", além de ser um ótimo memento para refletir na vida.

Nota Fiscal Paulista - O que fazer com a merreca que o Governo nos devolve?

Hoje, no caminho para o serviço (estou trabalhando "full-time" em uma agência no Centro de SP") vim pensando na tal da Nota Fiscal Paulista (NFP). Pra quem não é de São Paulo, ou é, mas não sabe do que se trata, A NFP é uma forma de o Governo de São Paulo incentivar os consumidores a exigirem Nota Fiscal, pois ao informar o seu CPF no ato da compra, o Governo devolve 30% do ICMS recolhido sobre aquela compra para você. Há quem diga também que essa é uma forma de o Governo saber quanta renda não-declarada rola entre a população. Porém, independentemente da ambição por trás da NFP, a verdade é que ela gera um dinheirinho com o qual você não estava contando. O que fazer, então, com o dinheiro devolvido? No site, há a possibilidade de você abater o valor do IPVA do seu veículo ou pedir para que o seu dinheiro seja creditado na sua conta corrente (somente acima de 25 reais). Mas se você, como eu, não tem carro e, acima de tudo, gostaria de aproveitar esse dinheiro de forma mais humana, pode, depois que ele for depositado em sua conta, doá-lo para instituições de caridade. Pense bem: esse é um dinheiro que não estava no seu orçamento. Logo, pode ser uma grana que não faria falta para você, mas que pode fazer muita falta no bolso de quem precisa. Por isso, a partir de hoje vou começar a pedir a NFP. Pode ser que o Governo passe a monitorar ainda mais a minha vida financeira, mas é um preço que vou gostar de pagar levando em conta que posso fazer alguém mais feliz. Pode parecer bobeira, mas pequenas ações têm um tremendo impacto no índice de pobreza de uma nação.

02 julho 2008

SALVE A ESTRADA PARQUE APA TIETÊ

As corredeiras do Vale do Rio Tietê, que contribuem com a melhoria da qualidade da água que desce para o interior, podem desaparecer com a implantação de duas barragens no trecho da Estrada Parque APA Rio Tietê. As Pequenas Centrais Hidroelétricas - PCH inundarão 120 hectares de Mata Atlântica, que reúnem espécies como o Jequitibá Rosa símbolo da unidade de conservação, e trechos da Rodovia dos Romeiros, SP 312, transformada em Estrada Parque em 1996.

A comunidade local, romeiros, voluntários da SOS Mata Atlântica e cidadãos iniciaram mobilização em defesa dessa região que é especialmente protegida pelo artigo 196 da Constituição do Estado de São Paulo.

Participe. Assine a petição e ajude a conservar a Estrada Parque, o rio Tietê e a Mata Atlântica.

Para obter mais informações, acesse o site: http://www.rededasaguas.org.br/

Texto retirado do site "Rede das Águas"

16 maio 2008

Twisted Sister - We're Not Gonna Take It (Full)

Uma das músicas que marcaram minha infância. Foi um dos primeiros sons de verdade, rock'n'roll de primeira, que ouvi na vida. Na verdade, eu tinha medo deles, ainda mais quando via a capa do álbum (Stay Hungry), com o Snider com um osso na mão e todo "selvagem", rsrsrsrs... Nessa época eu ainda achava que rock era do capeta...

18 março 2008

soberania de deus e livre-arbítrio - uma síntese nordestina

"Se eu pudesse, eu não queria; se eu quisesse, eu não podia! —Como? —Se eu pudesse deixar Jesus, eu não queria de jeito nenhum. Tem nada melhor. E se quisesse deixar, não podia não. Meu nome está no Livro."
- Irmão do pastor João Queiróz, amigo de Caio Fábio

fé nos nossos tempos

"'Quando o Filho do Homem voltar, encontrará porventura fé na Terra?' A fé deu lugar às crenças, a Palavra deu lugar às doutrinas de homens, o Evangelho virou apenas uma designação que caracteriza a 'igreja', não o ensino de Jesus; e a 'igreja' se tornou uma fonte de arrecadação, exibicionismo, fetiche, idolatria, magia, bruxaria, e barganha com Deus..."

Caio Fábio