09 abril 2006

novos caminhos, novas idéias

eu já havia sentido isso quando passei a utilizar as licenças "creative commons": a sensação de liberdade, de mexer com algo seu e legal(izado). agora isso repete-se ao instalar em minhamáquina o sistema kurumin 5.1, baseado em linux. pela primeira vez em muito tempo me sinto livre das amarras de uma major da informática (microsoft), e essa sensação é muito boa. tão boa que você quer falardela a todo tempo. segue um post escrito por mim no fórum do guia do hardware sobre melhorias no sistema: "comecei a utilizar o linux (kurumin) há mais ou menos uma semana, e estou me dando muito bem. é claro que ainda ontem encontrei muita gente dizendo "tem que ser programador pra mexer no linux", mas eu não ligo. sempre que as pessoas vêm aqui em casa, eu quero mostrar pra elas como é fácil usar o linux, principalmente se você só utiliza o computador pra navegar na internet, ouvir música/assistir filmes e compor currículos. eu uso o meu computador para trabalhar (sou tradutor), e ainda não recebi nenhuma reclamação dos meus clientes pelos arquivos ".doc" ou ".xls" criados no "openoffice". é claro que fiquei com saudade de alguns programas (dicionários) que eu utilizava no windows, mas "descobri" o wine e pude instalar um (o michaelis eletrônico) e estou me dando muito bem. ainda não me acostumei com o gimp (o photoshop é genial) e o acrobat reader com o konkeror é mais limitado, no meu ponto de vista, do que a versão para o sistema de janelas. porém concordo que não é muito fácil mexer com o sistema, que você tem que fuçar e pesquisar. até anteontem, eu não sabia como usar o "console kde". tive problemas com a minha impressora (hp psc 1530), mas fucei mais, e consegui resolver os problemas, na boa. tem coisas que eu ainda não consigo fazer, como, por exemplo, assitir algo que requeira o plugin quicktime. creio que ajudaria algumas instruções a mais. por exemplo: todos os tópicos que eu entrava no fórum tinha as linhas de comandos "milagrosas" com o famoso "é só fazer isso e pronto" no final. eu ficava olhando aquilo e pensava: "mas onde eu escrevo essas linhas de comando", "onde fica o 'dos' do linux pra eu inserir os comandos"... foi por acaso (apertando tudo o que eu encontrava pela frente) que encontrei o console de kde, aprendi usar o apt-get. pra mim foi legal, mas eu conheço muita gente que desistiria no primeiro momento. nem todo mundo gosta de fuçar e aceitar desafios, mas nem por isso elas devem ser condenadas a ter de pagar absurdos para ter um sistema operacional ou um simples pacote de ferramentas de escritório, ou pagar barato e ser um infrator, utilizando softwares pirata... ...trabalhar com o linux não é difícil, mas requer perceverança, coisa que não é muito comum num mundo onde o parâmetro não é traçado pelo esforço e pela força de vontade, mas sim por dinheiro. quem tem dinheiro prefere pagar e ter tudo na mão, como acontece com os usuários de windows legalizado, e quem não tem dinheiro prefere não usar o cerebro, optando pelo lado mais fácil, o da ilegalidade, utilizando softwares pirata. infelizmente, o mundo em que vivemos é assim. não adianta simplesmente colocar instruções numa tela, facilitando tudo. isso faria com que a maioria continuasse mal-acostumada, além de que as pessoas jamais seriam gratas pela ajuda, gerando uma insatisfação em quem ajuda. o necessário seria tentar despertar nas pessoas o desejo de conhecimento, e a força de vontade que não a deixasse paralizar em frente às dificuldades, e mostrar que ela não perde nada além de tempo ao tentar com o linux, desde que ela tenha arquivos de backup, que ela pode instalar e desinstalar o sistema quantas vezes for necessário, e que isso não custa nada. tentar mostrar às pessoas que a sensação de usar algo legal, direito, e que você sabe que foi feito por pessoas de verdade, e não por técnicos mercenários movidos (mais do que o normal) apenas por dinheiro não tem preço; tentar conscientizar que a vida pode ter graça quando você descobre novos caminhos de fazer a mesma coisa. só assim poderíamos criar consciência nas pessoas a ponto de que elas deixem de admirirar o mundo apenas da perspectiva da janela, mas que entrem no mundo pela porta da frente. isso seria a verdadeira inclusão digital. mas acho que já fugí do tópico. me disculpem..."
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