14 agosto 2005

A Terra dos Mortos

Estava passeando ontem (sábado) no centro de SP e resolvi, depois de visitar alguns sebos, comprar um CD ao vivo de Benny Goodman (um deus do Jazz) e um vinil canadense de "The Joshua Tree" do U2, decidimos, eu e minha noiva, darmos uma esticada até o Shopping D para assistir alguma coisa. Confesso que estava meio quebrado, com dor de cabeça (pra variar), mas não queria voltar para casa. Não me considero um cinéfilo, pois ainda tenho muito o que assitir dos clássicos, mas eu posso dizer que gosto de cinema pacas. Chegando ao Shopping, não sabiamos o que assistir. Eu sugeri "Água Negra", mas minha noiva (daqui pra frente denominada "Sandra") disse que estava cansada de tomar sustos à toa — em se tratando de um filme do mesmo roteirista de "O Chamado", ela estava certa. Então decidimos assistir algo mais "light": "A Terra dos Mortos" (Land of the Dead). Eu pensei que este fosse a continuação de "A Madrugada dos Mortos" (Down of the Dead), mas eu estava errado. Tratava-se de uma continuação originada em "A Noite dos Mortos-vivos" (1968). Até que para os últimos filmes de terror lançados, o desempenho deste é razoável. Não tem nada de especial nele, mas eu gostei de como os zumbis são tratados. Eles seriam como se fossem os marginalizados das nossas cidades, os quais são um pouco perigosos, mas por não pensarem, servem de "animadores" da sociedade, sendo humilhados e caçados. O enredo do filme é o seguinte: a Terra foi dominada por zumbis e apenas uma cidade restou, onde seres humanos vivem cercados por muros e um duvidoso esquema de segurança. Porém mesmo sendo poucos, os humanos não conseguem se unir, criando luta de classes e vendo os mais ricos morarem em luxuosos apartamentos em quanto a maioria vive nas ruas. Os zumbis não davam muito problema, até que um deles, pasmem, começou a PENSAR. Aí o caos se formou. Acho que isto é uma alegoria com os nossos dias. A população vive massacrada e destruida. a coisa só vai melhorar quando sairmos deste estado de torpor no qual nos prendemos e passarmos a descobrir nossa qualidade intelectual. O filme tem seus praxes, como banhos de sangue e mortos comendo gente, mas até que vale umas boas gargalhadas e uma reflexãozinha básica.
Para uma resenha "de verdade, acesse http://www.aol.com.br/filmes/fornecedores/rts/2005/07/21/0006.adp
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